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Witzel: investigação diz que deputada sofreu tentativa de latrocínio

Publicado em 16/01/2019 - 13:51

Por Jéssica Antunes* Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou hoje (16) que as investigações da Polícia Civil indicam que o atentado contra a deputada Martha Rocha (PDT-RJ), ocorrido no último domingo (13), no Rio, foi uma tentativa de latrocínio. O crime ocorreu no bairro da Pena.

Delegada, Marta, de 59 anos, foi chefe da Polícia Civil do Rio.  A declaração foi feita durante a cerimônia de posse do secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Eduardo Lopes.

Brasília - A delegada Martha Rocha debate os dez anos da Lei Maria da Penha (José Cruz/Agência Brasil)
Martha Rocha teve o carro atacado a tiros por bandidos no Rio    (Arquivo/José Cruz/Agência Brasil)

“A polícia tem fortes indícios de que se trata de uma tentativa de latrocínio. Um dos autores já foi identificado”, disse Witzel.
 
Ele relatou que, segundo indicativos, o grupo responsável pelo atentado também teria participado de pelo menos outros cinco roubos na região.
 
Com a admissão dessa linha de investigação, a deputada Martha Rocha é esperada hoje pela polícia para depor novamente. A parlamentar teve seu carro alvejado por criminosos, um deles com um fuzil, na Penha, zona norte da cidade, quando ia a uma missa com sua mãe.

Delegado

O delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, na zona oeste do Rio, confirmou, na tarde desta quarta-feira, que, diante do que foi apurado até agora, 72 horas após o ataque a tiros ao carro de Martha Rocha, que tudo indica que houve uma tentativa de latrocínio. “Este delineamento é importante neste momento pois dependíamos desta certeza para a continuidade dos trabalhos investigativos e a aplicação dos protocolos corretos”, disse.

Ainda segundo o delegado, as imagens do momento em que houve o ataque ao carro da deputada, divulgadas pela Polícia Civil, comprovam esta conclusão. “As imagens divulgadas hoje não deixam nenhuma dúvida da dinâmica delitiva e, em especial, o momento exato em que o veículo da vítima foi escolhido pelos autores”, disse.

Para Lages, o roubo do carro só não aconteceu, porque o motorista de Martha Rocha, o subtenente reformado da Polícia Militar Geonísio Medeiros, foi ágil e conseguiu sair do local em velocidade. “O crime de roubo não ocorreu por circunstâncias alheias a vontade dos autores, representado pela perícia do motorista da vítima, o qual conseguiu fugir da abordagem criminosa”, disse.

O delegado disse ainda que a delegacia está atuando com prioridade no caso, mas não há prazo para a conclusão das investigações. 

Violência no Rio

Embora o Instituto de Segurança Pública ainda não tenha divulgado os primeiros indicadores de criminalidade do ano, o governador informou que os números são positivos. Segundo ele, os índices parciais da primeira quinzena de janeiro “são muito melhores” do que os do mesmo período do ano passado.
 
“Tenho visto que a polícia tem agido com rigor. Naqueles casos mais rumorosos, os responsáveis pelos crimes têm sido descobertos e os mandados de prisão estão nas ruas para serem cumpridos. A violência do Rio de Janeiro não se resolve em 15 dias, mas nós tivemos avanços substanciais”, reforçou.
 
Durante a posse do secretário Eduardo Lopes, Witzel reafirmou seu compromisso de impulsionar a agricultura e pesca. O objetivo de seu governo, segundo ele, é de fazer com que a agricultura corresponda a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro.
 
 
*Estagiária sob supervisão de Vitor Abdala

* Colaborou Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Matéria atualizada às 22h27 para acréscimo de informações fornecidas pelo delegado Giniton Lages

Edição: Kleber Sampaio

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