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O fotógrafo Gervásio Batista, de 95 anos, é homenageado  pela Associação Baiana de Imprensa (ABI) com a Medalha do Mérito Jornalístico. Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Para fotógrafos, Gervásio era um mestre que deixa legado e referência

Publicado em 05/04/2019 - 12:19

Por Agência Brasil Brasília

A morte de Gervásio Baptista deixa a área de fotografia da Agência Brasil de luto. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi o local em que Gervásio passou os últimos anos de sua carreira. Ele é conhecido por ter captado com suas lentes imagens icônicas que ganharam o mundo. Entre os profissionais que conviveram com ele, resta tristeza e saudade.

“Com ele, aprendi muito do que sei. Um grande pai. Um grande mestre”, disse o coordenador da fotografia da Agência Brasil, Marcello Casal Jr.

José Cruz, que é de uma família de quatro fotógrafos, acrescentou que todos os profissioinais de imagem de alguma forma foram alunos de Gervásio. “Um colega excelente. Conviver com ele representou um aprendizado. Uma convivência para poucos. Foi um prazer imenso estar ao lado dele.”

Os técnicos Wladimir Teixeira e Cláudio Sodré, que conviveram por cerca de três décadas com Gervásio, afirmaram que ele deixará um legado para todos. “É uma referência. Isso é inegável. Foi o único fotógrafo brasileiro a ir para a Guerra do Vietnã”, disse Wladimir. “Ele sempre tinha uma boa história para cada situação”, completou Sodré.

O jornalista Aécio Amado, chefe de reportagem da Agência Brasil, lembrou com saudades do amigo. “Conheci o Gervásio pessoalmente quando estava na Presidência da República e ele foi homenageado no Palácio do Planalto. Um grande contador de histórias. Era a simpatia em pessoa. Não tinha como ficar ao lado dele sem prestar atenção no que ele dizia. Fará falta.”

"Gervásio Baptista brilhou em todas as coberturas que fez, fotografando fatos e personagens. Viagens à Amazônia, ao país e mundo inteiro, de concurso de misses a conflitos sociais e políticos. Por exemplo, a importante foto que fez do Presidente Juscelino Kubitschek com o chapéu de feltro em frente ao Congresso, na epopeica era da inauguração de Brasília. E também da sequência da atriz Vanja Orico sendo presa por soldados no Centro do Rio quando pedia passagem para a manifestação contra o regime militar, em 1968", lembrou o fotógrafo Orlando Brito.

Nos últimos anos, Gervásio morava no Espaço Sênior, no Bairro de Vicente Pires, em Brasília. Frequentemente era visitado pelos amigos fotógrafos Hermínio Oliveira, Sérgio Lima, André Dusek, Eugênio Novaes, Marcello Casal, entre outros. "Gervásio parte para outro plano no Universo, mas deixa aqui no nosso planeta um casal de filhos — Selma e Júlio — um sem fim de admiradores, amigos e um trabalho referencial para a fotografia brasileira", acrescentou Orlando Brito.

*Matéria ampliada para acréscimo de informações.

Edição: Renata Giraldi

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