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Helicóptero de resgate sobrevoa Rio Paraopeba atingido pelo rompimento de barragem da Vale, em Brumadinho. Adriano Machado/Reuters/Direitos reservados

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Órgão do governo de Minas nega chegada de rejeitos ao São Francisco

Publicado em 24/05/2019 - 22:03

Por Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Relatório de uma expedição realizada por um conjunto de órgãos ambientais aponta que os rejeitos que vazaram na tragédia de Brumadinho (MG) não atingiram o Rio São Francisco. Mais de 4 mil dados e amostras foram coletados ao longo de aproximadamente 250 quilômetros de rios e lagos, segundo informou o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

"Os resultados obtidos até o momento permitem afirmar, com segurança técnica, que não há, até a presente data, evidências de que os rejeitos minerários oriundos do rompimento da barragem tenham ultrapassado os limites do reservatório de Retiro Baixo e atingido o lago de Três Marias e o Rio São Francisco", registra nota divulgada pelo Igam.

A tragédia ocorreu no dia 25 de janeiro, quando uma barragem da Vale se rompeu. O rejeito que se propagou no ambiente chegou primeiro ao Córrego do Feijão, avançando posteriormente para o Rio Paraopeba. Desde então, órgãos ambientais vinham monitorando a possibilidade de que a lama alcançasse a Usina Hidrelétrica de Três Marias. No local, o Rio Paraopeba se encontra com o Rio São Francisco.

A expedição dos órgãos ambientais ocorreu entre os dias 9 e 16 de maio sob a coordenação da Polícia Federal. Além do Igam, enviaram técnicos e pesquisadores a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), o Institut de Recherche pour le Développement (IRD) e a Universidade de Brasília (UnB).

Entre os dados coletados estão imagens de satélite, medições radiométricas e hidrológicas, amostras de água e sedimentos de fundo dos corpos hídricos. "Nos oito dias de trabalho de campo foram empregadas três aeronaves tripuladas, duas aeronaves remotamente pilotadas (drones), seis embarcações, 11 veículos terrestres, sensores espectrais, radiômetros e dois laboratórios de campanha. Integraram a equipe mais de 30 profissionais, entre pesquisadores, peritos criminais, analistas ambientais e técnicos de órgãos públicos e consultorias", acrescenta o texto.

Edição: Fábio Massalli

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