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Ministro do GSI classifica como histórico acordo entre Mercosul e UE

Publicado em 30/06/2019 - 15:19

Por Alex Rodrigues Repórter da Agência Brasil Brasília

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse hoje (30), em Brasília, que o acordo de livre comércio que o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) assinaram nesta sexta-feira (28) é “histórico”.

Ao participar de um ato em prol da Operação Lava Jato, do governo federal e por mudanças nas atuais regras de aposentadoria, Heleno disse que a estreia do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do G20, em Osaka, no Japão, foi bem-sucedida.

O deputado Eduardo Bolsonaro e o ministro do GSI, General Augusto Heleno, participam de ato pró-Bolsonaro, em defesa da Lava Jato, do ministro Sergio Moro, pela aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime.
Ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro, o ministro do GSI, general Augusto Heleno, participou, em Brasília, de ato pró-Sergio Moro, em defesa da Lava Jato e da reforma da Previdência (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

“O presidente do Brasil voltou de Osaka devidamente homenageado pelos grandes chefes de Estado do mundo”, comentou o ministro, antes de afirmar que o acordo bilateral entre os dois blocos econômicos pode representar o “renascimento econômico do Brasil”.

O Ministério da Economia estima que, após ser aprovado pelos países que integram o Mercosul e a União Europeia e entrar em vigor, o acordo favorecerá negócios comerciais que, em 15 anos, podem resultar em um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro da ordem de US$ 87,5 bilhões.

Imagem fortalecida

Para o ministro, a participação da delegação brasileira na Cúpula do G20, onde Bolsonaro se reuniu com líderes de potências como Alemanha, França e Estados Unidos, favorece a imagem internacional do Brasil. “Isso é uma resposta a todos aqueles que fizeram ou estão fazendo uma oposição desvairada, injusta e contra o país”, comentou Heleno.

Já perto do fim do ato convocado por movimentos sociais, Heleno subiu em um dos quatro caminhões de som e fez um pedido pela aprovação da reforma da Previdência.

“Eu vim aqui apelar aos nossos brilhantes parlamentares, para aqueles que têm a pátria acima de tudo, que não têm ideais de troca-troca, de ganhar cargos, estatais: parem para pensar. Esqueçam ideologia, esqueçam partidos políticos e votem na reforma da Previdência. Aprovem! Aprovem! Aprovem essa nova Previdência, com o menor desgaste possível”, pediu o ministro, atribuindo a deputados e senadores a responsabilidade pela “medida absolutamente inadiável”.

“O Brasil precisa dos parlamentares, e eles precisam de vocês”, acrescentou Heleno, sugerindo que a população apoie as mudanças nas regras previdenciárias.
Pouco depois, o ministro explicou que não teve a intenção de mobilizar a população para garantir o apoio da opinião pública. Para ele, pouco a pouco, as pessoas têm entendido a necessidade de uma reforma das leis da Previdência.

“Esta já foi uma pauta impopular, mas, pouco a pouco, está se demonstrando à população que é inadiável. Precisamos tirar o país da UTI [Unidade de Tratamento  Intensivo]. Eu não falei em pressão. Os parlamentares são suficientemente preparados e patriotas para ter noção do que o país pode vir a ser”, disse.

Acusações contra Moro

Ainda sobre um carro de som, discursando para os últimos participantes que deixaram a Esplanada dos Ministérios, Heleno comentou as acusações que vêm sendo feitas contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Desde o começo do mês, o site jornalístico The Intercept Brasil vem divulgando uma série de reportagens com base em supostas conversas que o ministro teria mantido com integrantes da força-tarefa Lava Jato, do Ministério Público Federal, na época em que ainda era o juiz responsável por julgar, em Curitiba, os réus da Lava Jato.

O site afirma ter recebido de uma fonte anônima, um arquivo contendo mensagens de textos, áudios e vídeos trocados pelo então juiz e pelos procuradores.

Moro e os membros do MPF afirmam que as conversas foram obtidas ilegalmente por uma organização criminosa que hackeou os aparelhos de autoridades públicas.

Além disso, afirmam que os trechos das conversas já divulgados foram tirados de contexto e podem ter sido adulteradas. O Intercept garante só editar os trechos que publica quando necessário preservar informações pessoais que não têm interesse público.

"Acho uma calhordice quererem colocar o ministro Sergio Moro na situação de julgado, em vez de ser juiz. Estão querendo inverter os papéis e transformar um herói nacional em um acusado. O ministro teve a coragem de abandonar 22 anos de magistratura para se entregar à pátria sem ganhar nada, perdendo seu salário. E agora está sendo colocado contra a parede", disse o ministro.

General da reserva, Heleno comentou com jornalistas a prisão, na Espanha, de um militar brasileiro que integrava a equipe de apoio à viagem presidencial ao Japão. O militar foi detido transportando 39 quilos de cocaína. “A atitude dele é lamentável. Foi impatriótica, uma atitude de lesa-pátria, mas não vamos julgar. Vamos aguardar os acontecimentos”, finalizou o ministro.

Edição: Kleber Sampaio

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