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 O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, apresenta os resultados do segundo trimestre e o andamento do Plano Diretor de Negócios e Gestão 2019-2023 da empresa, durante coletiva à impresa Tomaz Silva/Agência Brasil

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Eletrobras e Ande caminham para acordo sobre energia gerada por Itaipu

Publicado em 13/08/2019 - 19:59

Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Na próxima semana, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, tem encontro previsto com o presidente da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), empresa estatal de energia do Paraguai, Luis Villordo, para tratar da regularização do acordo que envolve a energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu.

“É importante regularizar porque tem uma negociação importante a partir de 2023”, disse hoje (13) Ferreira Júnior, em entrevista coletiva à imprensa, no Rio de Janeiro. Ele explicou que o tratado bilateral estabelece que a energia de Itaipu é vendida em cotas para duas únicas empresas: a Ande, do lado paraguaio, e a Eletrobras, do lado brasileiro.

No final do ano, são aprovados os volumes e os preços dessas cotas de energia propostos pelo Conselho de Administração de Itaipu e enviados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que publica resolução nesse sentido.

O presidente da Eletrobras afirmou que não existe possibilidade de vender energia livre, porque toda energia, no lado do Brasil, é comprada pela Eletrobras e repassada às distribuidoras. “Não há como fazer isso”, garantiu. No caso brasileiro, isso é bastante explícito, acrescentou.

Segundo Ferreira Júnior, a negociação para um novo acordo sobre a contratação da energia da hidrelétrica binacional de Itaipu começou no final do ano passado e foi intensificada este ano. Ele acredita que o assunto está bem encaminhado e deve ser resolvido até 2020.

“Nós estamos construindo uma coisa para chegar a 2022. Tem ‘gaps’ (lacunas) em relação ao tratado? Tem. Mas a gente gostaria de resolver isso o mais breve possível”. A partir de 2023, os dois países já entrarão no âmbito da nova negociação.

 

Edição: Liliane Farias

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