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Nobel da Paz é entregue à adolescente Malala e ao ativista Kailash Satyarthi

A paquistanesa prometeu lutar até que a última criança seja

Publicado em 10/12/2014 - 16:31

Por Da Agência Lusa Oslo, Noruega

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai e o ativista indiano Kailash Satyarthi receberam hoje (10), em cerimônia em Oslo, o Prêmio Nobel da Paz. Eles foram considerados duas personalidades que simbolizam “unidade” e “fraternidade” pelo presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland.

“Uma jovem e um homem mais velho, uma paquistanesa e um indiano, uma muçulmana e um hindu, os dois [são] símbolos daquilo que o mundo precisa: unidade e fraternidade entre as nações”, disse o presidente do comitê.

epa04522954 Laureates Kailash Satyarthi (R) and Malala Yousafzai display their medals and diplomas during the awarding ceremony of the 2014 Nobel Peace Prize at Oslo City Hall, Norway, 10 December 2014. Teen education a

Malala  Yousafzai  e  Kailash  Satyarthi  exibem diplomas do NobelCornelius Poppe/Agência Lusa

Com 17 anos, Malala Yousafzai tornou-se a pessoa mais jovem a receber o prêmio. Alvo de um atentado reivindicado pelos talibãs em outubro de 2012, ela foi premiada com o Nobel da Paz por sua luta em defesa do direito à educação das crianças, especialmente as adolescentes paquistanesas. Kailash Satyarthi foi distinguido pelo combate ao trabalho infantil em fábricas e oficinas na Índia e em outros países, onde as crianças são tratadas como escravas.

“O conhecimento leva à democracia e à liberdade”, afirmou Thorbjoern Jagland, durante a cerimônia na capital norueguesa. Houve um pequeno incidente no evento: um homem colocou-se à frente dos laureados, exibindo uma bandeira do México, antes de ser retirado pela segurança.

Ao discursar na cerimônia, Malala prometeu lutar até que a última criança seja escolarizada. “Vou continuar essa luta até que eu veja todas as crianças na escola”, afirmou Malala.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), perto de 58 milhões de crianças com idade para frequentar as primeiras séries do ensino não são escolarizadas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que cerca de 168 milhões de crianças no mundo são forçadas a trabalhar.

 

Edição: Davi Oliveira

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