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No Panamá, Dilma defende investimentos em educação e infraestrutura

Publicado em 10/04/2015 - 19:26

Por Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Brasília

 Integração Produtiva para o Desenvolvimento Inclusivo (Roberto Stuckert Filho/PR)

Dilma fez uma defesa do que chamou de “grande esforço de ajuste fiscal” como medidas necessárias ao reequilíbrio do crescimento brasileiro Roberto Stuckert Filho/PR

Em discurso nesta sexta-feira (10), na Cidade do Panamá, a presidenta Dilma Rousseff destacou, diante de plateia de empresários de diversos países do Continente Americano, os investimentos em infraestrutura e em educação necessários para que o Brasil continue crescendo “de forma sustentável” e citou a integração regional como um dos compromissos a ser priorizado por ela nos próximos anos.

Ela fez também uma defesa do que chamou de “grande esforço de ajuste fiscal” que vem promovendo no país como medida necessária ao reequilíbrio do crescimento brasileiro.

A presidenta iniciou sua fala celebrando a “acelerada inclusão social” ocorrida no Brasil, que já foi “um país extremamente desigual”. “Eu quero dizer que a grande mudança que o Brasil deseja e encaminhou nesses últimos anos é se transformar em um grande país de classe média. Esse é o objetivo da nação brasileira”, afirmou.

Dilma discursou ao lado dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; do México, Enrique Peña Nieto, e do Panamá, Juan Carlos Varela. Eles participaram, na Cidade do Panamá, de um debate do Foro Empresarial das Américas, cujo tema este ano é Integração Produtiva para o Desenvolvimento Inclusivo. Na noite de hoje, os chefes de Estado e de Governo dos 35 países das Américas e do Caribe participam da abertura da 7ª Cúpula das Américas, também no Panamá.

Em uma breve fala inicial, a presidenta disse que a infraestrutura e a inovação são fatores estruturais para a continuidade do crescimento brasileiro. Dilma classificou a educação de “único jeito” de assegurar inclusão social permanente. Quanto à infraestrutura, a presidenta apontou como fundamentais tanto investimentos logísticos quanto urbanos.

“Mobilidade urbana e habitação como infraestruturas sociais são fundamentais. Junto com ferrovias, portos, aeroportos e toda expansão energética necessária para assegurar o crescimento”, afirmou. Algumas obras que o Brasil desenvolve com outros países americanos nesse quesito foram citadas pela presidenta como exemplos de parcerias com diferentes governos e empresários, como o Porto de Mariel em Cuba, o Pólo Petroquímico da Cidade do México e a construção e o financiamento dos gasodutos sul e norte na Argentina.

“Acho que a integração regional das nossas economias funciona como um fator que expande as nossas fronteiras, oportunidades e economias. Daí porque o Brasil se dedicou nos últimos anos a investir fortemente na integração de infraestrutura”, disse.

Após defender, no discurso, a importância da inovação para a melhoria de renda dos brasileiros e o desenvolvimento de setores-chave do país como agricultura e indústria, Dilma voltou ao tema quando respondia aos empresários. Segundo ela, a ciência e a tecnologia podem fomentar um aprimoramento na quantidade mas também na qualidade do ensino dos países.

“O grande desafio de países como o Brasil é a educação – consideramos que ela tem que estar no centro do processo tanto de crescimento econômico quanto de inclusão social”, destacou a presidenta, complementando que é necessário que o país exerça atividades que agreguem valor. “Eu acho que a América Latina, e todos nós temos de almejar sermos produtores de valor agregado, utilizadores do conhecimento como forma de garantir que os nossos povos de fato tenham acesso a um padrão de vida de classe média.”

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, foi o mediador do debate, para o qual centenas de líderes empresariais foram convidados. Nomes como Mark Zuckerberg, fundador e presidente do Facebook, foram confirmados como oradores do evento.

Edição: Fábio Massalli

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