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Brasil e Alemanha assinam acordos nas áreas de pesquisa e inovação

Publicado em 20/08/2015 - 17:26

Por Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil Brasília

Durante encontro hoje (20) no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o ministro Aldo Rebelo e o vice-ministro alemão, Georg Schütte, assinaram cinco acordos de parcerias nas áreas de bioeconomia, pesquisa marinha e terras raras e na abertura de editais conjuntos nas áreas de educação e ciência, tecnologia e inovação. Schütte integra a delegação da chanceler alemã, Angela Merkel, em visita ao Brasil.

Um dos principais documentos assinados foi a carta de intenções que renova o compromisso em torno do Observatório de Torre Alta da Amazônia, que será inaugurado no próximo sábado (22) no município de São Sebastião do Uatamã, no Amazonas. Os instrumentos instalados a 325 metros de altura medem a emissão de gases de efeito estufa e permitem o estudo das partículas que formam as nuvens.

O observatório é resultado de cooperação entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpe) e o Instituto Max Planck de Química, da Alemanha, com investimentos do governo alemão e da brasileira Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“É uma experiência única e está ligada à preocupação dos dois países com o estudo das alterações do clima do planeta. Essa é a finalidade da torre, que vai fornecer elementos para pesquisadores do Brasil e da Alemanha”, disse Rebelo.

Georg Schütte manifestou interesse em investir mais em bioeconomia no Brasil. “Ficaríamos felizes com chamadas para investimentos nessa área. Queremos muito trilhar esse caminho conjuntamente”, afirmou o vice-ministro.

Os acordos assinados hoje não preveem repasse de recursos. “Os investimentos devem ser proporcionais à disponibilidade de cada um. Sempre vamos querer que eles ajudem com mais recursos, mas acho que eles só ajudarão se o Brasil investir também nessas pesquisas”, afirmou Rebelo.

O ministro acredita que os acordos de cooperação são o ponto de partida para parcerias nas áreas comercial, científica, tecnológica e cultural e defende que os dois países têm conhecimentos importantes para contribuir.

Ele destacou que, apesar de a Alemanha ter a ciência mais avançada que a brasileira, em muitas áreas, como a de fármacos e a nuclear, o Brasil tem laboratórios e empresas importantes, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem muito a oferecer em setores como agricultura, pecuária e agroindústria.

Edição: Beto Coura

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