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Papa fala a chefes de Estado e de Governo antes da abertura de cúpula da ONU

A expectativa é de que ele reforce a importância das metas da Agenda

Publicado em 25/09/2015 - 05:58

Por Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil/EBC Atlanta (EUA)

Papa Francisco chega à Catedral de São Mateus Apóstolo, em Washington (Agência Lusa/Direitos Reservados)

Papa Francisco chega à Catedral de São Mateus Apóstolo, em Washington (Agência Lusa/Direitos Reservados)Agência Lusa/EPA/Jonathan Newton/Direitos Reservados

O primeiro compromisso de hoje (25) do papa Francisco será cumprido antes da abertura da Cúpula das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sustentável em Nova York. A expectativa é de que ele reforce a importância das metas da Agenda 2030 - que reúne as propostas dos países-membros da ONU. O papa deve pedir o comprometimento dos chefes de Estado e de Governo para colocar em prática as diretrizes, especialmente as relacionadas às mudanças climáticas, e a meta comum de eliminar a pobreza extrema.

A Agenda de Desenlvimento Sustentável Pós-2015, agora chamada Agenda 2030, foi concluída em agosto de 2015. É composta por um documento com 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas correspondentes, resultado de consenso obtido pelos delegados dos Estados-Membros da ONU.

Francisco fará um discurso para cerca de 150 chefes de Estado e e de Governo que confirmaram presença no evento e deve seguir a linha que vem defendendo quanto ao combate às desigualdades. Desde que assumiu o cargo, o papa tem defendido a doutrina social da Igreja, que critica o acúmulo de riquezas e defende o cuidado com os mais vulneráveis.

Em alguns contextos, ele vem sendo chamado de marxista (defensor das ideias de Karl Marx, fundador da doutrina comunista moderna) pelo analistas e pela imprensa americana mais conservadora. Analistas e meios de comunicação mais progressistas, nos Estados Unidos, fazem elogios e alguns destacam o fato de que o pontífice usa aspectos morais ao propor uma revisão do capitalismo.

Além da revisão das responsabilidades dos Estados no combate às desigualdades, desde o início de sua viagem aos Estados Unidos o papa tem insistido na questão de que é preciso reunir esforços para combater os efeitos das mudanças climáticas e de que esse papel deve ser encarado por todos.

Ele falou do tema quando foi recebido pelo presidente norte-americano, Barack Obama. Disse que não se pode adiar uma ação para as próximas gerações e falou que se comprometer com mudanças é "uma urgência mundial". Ontem (24) no Congresso, pediu aos parlamentares que deem prioridade ao tema.

Depois da visita às Nações Unidas, o papa vai ao Memorial e Museu do Word Trade Center e participa de uma celebração ecumênica no chamado Groud Zero (marco zero), local que agora abriga um memorial e onde ficavam as torres gêmeas antes dos atentados de 11 de Setembro. A visita está prevista para as 11h30 (hora local).

No período da tarde, Francisco visita a Our Lady Queen of Angels Schools, uma escola de educação infantil localizada em na região de East Harlem, em Manhattan. A maioria das crianças da escola é formada por negras e latinas, muitas de famílias de imigrantes.

Em seguida, participa de uma procissão no Central Park e encerra a programação do dia com a celebração de uma missa no Madison Square Garden, às 18h (horário local).

Edição: Graça Adjuto

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