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Alemanha estuda expulsar refugiados condenados

  • 08/01/2016 11h47publicação
  • Berlimlocalização
Da Agência Lusa

O vice-chanceler alemão e presidente do Partido Social Democrata (SPD), Sigmar Gabriel, afirmou hoje (8) que apoia a expulsão dos refugiados que sejam condenados. A declaração foi publicada no jornal Bild.

As declarações do vice-chanceler alemão surgem na sequência de mais de 120 queixas relacionadas com agressões sexuais em Colônia, na região oeste da Alemanha, na noite de passagem de ano e que teriam sido cometidas por vários grupos de homens que, segundo as denúncias, "pareciam ser de origem árabe".

“Estamos estudando as opções legais para mandar de volta, ao país de origem, os requerentes de asilo que cometem crimes", disse Sigmar Gabriel, que também é ministro da Economia e Energia.

Atualmente, de acordo com a lei alemã, apenas os refugiados com penas de mais de dois anos de prisão podem ser expulsos para o país de origem. De acordo com Sigmar Gabriel, o processo de expulsão de requerentes de asilo e refugiados deve ser melhorado e a condenação deve ser mais rápida e mais eficiente.

Além disso, Gabriel afirmou que a Alemanha tem de estar disposta a exercer pressão sobre alguns países, para que eles aceitem o regresso de cidadãos que cometeram crimes no exterior.

O ministro alemão disse ainda que o que se pretende é que criminosos estrangeiros condenados cumpram as penas em prisões de seus países de origem. Ele também defendeu aumentar o número de agentes e promotores na Alemanha para garantir a segurança nacional.

A chanceler alemã Angela Merkel disse ontem (7) que está determinada a responder severamente aos episódios registrados em Colônia, salientando que está disposta, se for preciso, a alterar a legislação do país.

De acordo com os últimos dados da polícia alemã, foram apresentadas em Colônia 121 queixas, sendo que mais da metade estão relacionadas com agressões sexuais, 50 casos de roubos e dois estupros.

Na cidade de Hamburgo, também foram registradas 70 ocorrências de agressões sexuais, sendo que em 23 casos também houve ferimentos e roubos.