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Após chegada de ajuda humanitária, cerca de 300 sírios deixam cidade sitiada

  • 12/01/2016 08h21publicação
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Da Agência Lusa
Comboio da Cruz Vermelha com alimentos e medicações chega a cidade sitiada de Madaya, na Síria

Comboio da Cruz Vermelha com alimentos e medicações chega a cidade sitiada de Madaya, na SíriaImagem de divulgação, Cruz Vermelha

Pelo menos 300 pessoas foram retiradas hoje da cidade síria de Madaya, a noroeste de Damasco, sitiada pelo Exército e pelo grupo xiita libanês Hezbolah, informou hoje (12) o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abderrahman.

Segundo Abderrahman, há mais de 400 pessoas doentes que precisam receber tratamento urgente e que aguardam para serem retiradas em breve. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou ontem (11)  à noite que centenas pessoas deveriam ser retiradas de Madaya para não morrerem.

Um comboio de ajuda humanitária chegou na segunda-feira à cidade, que está sitiada há seis meses por forças pró-governamentais, em uma operação coordenada pelo Crescente Vermelho sírio e pela Cruz Vermelha. Relatos sobre casos de sírios passando fome em Madaya provocaram clamor internacional e obrigaram o regime sírio a autorizar o acesso à localidade.

Sírios deixam a cidade sitiada de Madaya para tratamento na capital, Damasco. Um comboio com comida e medicamentos entrou em Madaya na noite de segunda-feira.

Sírios deixam a cidade sitiada de Madaya para tratamento na capital, Damasco. Um comboio com comida e medicamentos entrou em Madaya na noite de segunda-feira.Yousseff Badawi/EPA/Agência Lusa

Durante uma visista a um hospital em Madaya, os volunários de agências humanitárias encontraram 400 sírios passando fome, com desnutrição e outros problemas de saúde, disse o chefe para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Stephen O’Brien, após reunião do Conselho de Segurança, confirmando a urgência de retirar cerca de 400 sírios que correm perigo de vida.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou que pelo menos 28 pessoas morreram de fome em Madaya, desde 1º de dezembro.

Segundo O'Brien, além de garantias por parte do Governo sírio para que o local possa ser evacuado em segurança – seja por terra ou por ar – são necessárias também garantias das “outras partes” envolvidas no conflito.




 

Edição: Graça Adjuto