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Uma em cada nove crianças no mundo vive em zonas de conflito, diz Unicef

  • 26/01/2016 14h27publicação
  • Genebra (Suíça)localização
Da Agência Lusa
Refugiados que atravessaram a Hungria e Áustria se alojam em centro na Alemanha

“O número de crianças envolvidas nas crises humanitárias em todo o mundo é impressionante e consternador”, destacou o UnicefEPA/Sven Hoppe/Agência Brasil/Direitos Reservados

Cerca de 250 milhões de crianças no mundo, o equivalente a uma em cada nove, vivem em países afetados por conflitos, informou hoje (26) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A entidade pede perto de US$ 3 bilhões para ajudar as mais vulneráveis.

“O número de crianças envolvidas nas crises humanitárias em todo o mundo é impressionante e consternador”, destacou o Unicef.

A agência da ONU indicou que precisará em 2016 de US$ 2,8 bilhões (2,6 bilhões de euros) para ajudar as crianças.

Segundo o Unicef, seu orçamento duplicou em três anos, com os conflitos e as condições meteorológicas extremas que forçaram um número crescente de crianças a deixar suas casas e a expor milhões a graves falhas alimentares, à violência, às doenças e aos abusos.

“Cerca de uma criança em cada nove no mundo vive atualmente nas zonas de conflito”, destacou o Unicef num comunicado. No ano passado, essas crianças “tinham um risco duas vezes maior de morrer de doenças que poderiam ser evitadas antes dos cinco anos”.

A verba pedida pelo Unicef permitiria ajudar 76 milhões de pessoas, entre as quais 43 milhões de crianças, em 63 países.

A maior parte da ajuda – perto de R$ 1,2 bilhão – será dedicada à Síria, devastada por uma guerra civil de cinco anos, e aos cerca de 4 milhões de sírios refugiados nos países vizinhos, indicou.

A agência disse ainda que um quarto da ajuda que pretende prestar se destina à educação das crianças em situação de emergência, com o objetivo de fazer aumentar o seu número de 4,9 milhões em 2015 para 8,2 milhões este ano.

Foi provado que “se uma criança não vai à escola durante cinco anos, perde-se uma geração”, declarou à imprensa Sikander Khan, um dos diretores do Unicef.