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Candidato à presidência do Peru retira candidatura e denuncia irregularidades

  • 19/02/2016 11h05publicação
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Da Agência Lusa

O congressista peruano Renzo Reggiardo vai retirar sua candidatura à presidência do Peru por considerar que o processo para as eleições de 10 de abril está “contaminado, sujo e cheio de irregularidades”.

Líder do partido Peru Pátria Segura, Reggiardo anunciou a desistência em uma coletiva de imprensa, na quinta-feira (18). “Nós não vamos disputar um jogo contaminado, um jogo sujo, um jogo cheio de irregularidades”, assinalou.

Renzo Reggiardo, que aparece com 1,1% das intenções de voto nas sondagens, questionou a substituição de um membro do Jurado Nacional de Eleições (JNE) em pleno processo eleitoral e também lamentou “uma série de denúncias feitas em relação a possíveis atos de corrupção”.

“Exigimos que o órgão eleitoral seja imparcial e, lamentavelmente, o que se viu até ao momento gerou dúvidas, suspeitas, e o que vier a seguir não vai nos dar confiança”, disse.

A situação do processo eleitoral também foi questionada ontem pelo ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006), candidato do partido Perú Posible.

"Cuidado. Quero advertir que esta disputa eleitoral já está muito manchada e muito polarizada e cheia de vícios. Tenho um grande respeito pelo JNE, mas tomem decisões e não politizem a questão", disse Toledo, em declarações publicadas pelo portal do diário El Comercio.

Toledo criticou a eventual mudança de um magistrado do JNE e pediu aos membros do organismo para não serem parciais nem fazerem política com isso, caso contrário “vai haver muitos candidatos que não vão querer disputar este jogo”.

As mais recentes sondagens dão a vitória a Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), com 35% das intenções de voto, seguido de Julio Guzmán (17%), o ex-ministro Pedro Pablo Kuczynski (11%) e César Acuña (8%).

O sistema político do Peru, onde o voto é obrigatório, tem por base um regime presidencialista com um mandato de cinco anos renovável, mas não de modo consecutivo, e um parlamento de câmara única.