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Drones estão se tornando ameaça real para aviação civil, alerta associação

  • 15/02/2016 10h18publicação
  • Cingapuralocalização
Da Agência Lusa

Os drones civis estão se tornando uma real e crescente ameaça para a segurança da aviação comercial, advertiu hoje (15) a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), pedindo uma regulamentação antes que ocorram acidentes.

O diretor-geral da Iata, Tony Tyler, afirmou que a ameaça que os aviões não tripulados representam está evoluindo, já que as pessoas estão apenas começando a descobrir o potencial da tecnologia.

“Estou tão animado quanto vocês em relação à ideia de ter uma pizza entregue por um drone”, disse Tyler, durante conferência sobre aviação em Cingapura. Ele chamou a atenção, por outro lado, para o reverso da moeda.

“Não podemos permitir que sejam um obstáculo ou uma ameaça à segurança da aviação comercial”, sustentou, defendendo uma “abordagem avisada” relativamente à regulação e um “método pragmático” de aplicação da mesma para quem "não observar as regras e os regulamentos e colocar os outros em perigo”.

À medida que a utilização dos drones se expande da esfera militar para a comercial e até para fins puramente recreativos, os especialistas temem que os aparelhos – caso não sejam regulados – possam um dia colidir com um avião comercial.

“A questão é real. Temos uma série de relatórios de pilotos relativos a drones que não estavam à espera de [os] encontrar, particularmente a baixas altitudes em torno dos aeroportos. Não há como negar que existe uma ameaça real e crescente à segurança da aviação comercial” causada pelos drones, afirmou Tyler.

Rob Eagles, um especialista da Iata em drones, disse que o grupo não dispõe de números sobre os aviões não tripulados que existem em todo o mundo. Ele informou que quando a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos ordenou o registo de drones com peso de até 25 quilos, no ano passado, foram contabilizados 300 mil só no primeiro mês (em dezembro).

"Sendo os drones com esse peso considerados pequenos, dá para se ter uma ideia do número”, disse Eagles à agência France Presse na conferência, antecipando um aumento no alcance e no tamanho dos equipamentos.

A principal preocupação da Iata é com os drones que voam a baixas altitudes perto dos aeroportos, que podem representar ameaça para os aviões na hora de decolar ou aterrissar.

Os reguladores da aviação garantem que o espectro de rádio usado para controlar os drones não interfere nos sistemas de controle do tráfego aéreo.

Edição: Graça Adjuto