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Obama diz que prisão de Guantánamo mina a segurança nacional

  • 23/02/2016 22h03publicação
  • Estados Unidoslocalização
José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

O presidente Barack Obama comentou hoje (23), em pronunciamento na Casa Branca, sobre o plano para fechar “de uma vez por todas” a prisão norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, a 150 quilômetros da Flórida. “Manter a prisão aberta mina a segurança nacional e mancha o registro norte-americano de sustentar os mais altos padrões de Estado de Direito”, disse Obama. “Vamos encerrar um capítulo na história”.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, por muitos anos, o centro de detenção na Baía de Guantánamo não tem promovido a segurança dos EUA. “[A prisão] é portanto contraproducente para a nossa luta contra os terroristas, que usam [Guantánamo] como propaganda em seus esforços para recrutar [novos adeptos]”.

Obama disse que Guantánamo drena recursos militares, tendo exigido para seu funcionamento cerca de US$ 450 milhões no ano passado e mais de US$ 200 milhões em custos adicionais necessários para manter a prisão aberta no futuro. “Guantánamo prejudica nossas parcerias com os aliados, parcerias necessárias [para lutar] contra o terrorismo”.

Em um dos primeiros atos como presidente dos Estados Unidos, Obama adotou medidas de transferências de presos com a intenção de fechar a prisão de Guantánamo. Dos cerca de 800 presos antes existentes em Guantánamo, agora há 91. Hoje (23), o Departamento de Defesa norte-americano apresentou um plano ao Congresso visando a fechar o estabelecimento prisional e transferir para território norte-americano os presos que ainda se encontram no local.

"Vamos trabalhar com o Congresso para encontrar um local seguro nos Estados Unidos para manter os detentos restantes”, disse Obama. Os parlamentares do Partido Republicano prometem se opor ao plano de Obama de fechar a prisão de Guantánamo. Segundo os integrantes do partido de oposição a Obama, é preciso – antes do fechamento da prisão - receber garantias do governo cubano de que vai respeitar os direitos humanos.

Edição: Fábio Massalli