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Queda forte do preço do petróleo faz Moody´s revisar nota de países exportadores

  • 05/03/2016 18h36publicação
  • Lisboalocalização
Da Agência Lusa

A agência de classificação de risco Moody’s colocou em revisão a nota e as perspetivas de 18 países exportadores de petróleo, entre eles, a Rússia, e incluindo Angola, admitindo um corte da nota de classificação de crédito [rating] devido à queda dos preços do petróleo. Em comunicado, a agência norte-americana informou que, para 12 dos 18 Estados soberanos, iniciou revisões para possível baixa da nota de crédito que reflita o “impacto total do choque petrolífero de uma forma sistemática e consistente”.

Os 12 estados em análise, e os respetivos ratings são: Abu Dhabi (Aa2), Angola (Ba3), Gabão (Ba3), Cazaquistão (Baa2), Kuwait (Aa2), Nigéria (Ba3), Papua Nova Guiné (B1), Qatar (Aa2), Rússia (Ba1), Arábia Saudita (Aa3), Trinidad e Tobago (Baa2) e os Emirados Árabes Unidos (Aa2).

Em quatro casos, Azerbaijão (de Baa3 para Ba1), Bahrein (de Baa3 para Ba1), República do Congo (Ba3 para B1), Omã (de A1 para A3), a Moody’s baixou a nota de classificação de crédito e colocou-os em revisão para uma baixa adicional que reflita o impacto mínimo que acredita que a queda dos preços vai ter nos perfis de crédito desses países produtores, e espera concluir todos os comentários no prazo de dois meses.

A agência confirmou o rating estável Aaa da Noruega e mudou a perspetiva de estável para negativa na classificação Caa3 da Venezuela.

Também hoje (5), a Moody’s publicou relatório mais aprofundado sobre os seus pontos de vista e considerações analíticas que impulsionaram as decisões de rating, no qual explica que a queda contínua dos preços do petróleo tem implicações profundas no crescimento econômico, uma vez que o petróleo e o gás são usados para impulsionar o crescimento econômico e financeiro dos estados.

“Dada a importância em termos econômicos e fiscais, a agência de classificação conclui que os perfis de risco de crédito desses estados soberanos exportadores de petróleo estão, portanto, sob pressão crescente”, diz trecho da nota da agência.

Edição: Nádia Franco