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Obama crê que empresas dos EUA avançarão em energias limpas, apesar de Trump

Publicado em 09/05/2017 - 13:22

Por Da Agência EFE Roma

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama faz seu discurso de despedida

Obama acredita que o setor privado do seu país continuará avançando nas energias limpas KAMIL KRZACZYNSKI/EPA/LUSA/ Todos os Direitos Reservados

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse nesta terça-feira (9), em Milão (Itália) que acredita que o setor privado do seu país continuará avançando nas energias limpas independentemente do que o atual governante americano, Donald Trump, resolver na questão relativa à mudança climática. As informações são da agência EFE.

Obama participou na cidade italiana de um fórum de inovação alimentar, no qual apontou que seu país "continuará na boa direção", apesar das diferenças "de critério entre seu governo e o atual".
Em sua primeira intervenção pública no exterior após o fim de seu mandato presiodencial em janeiro, o político democrata apontou que "os engenheiros e os empresários já estão tomando decisões" a favor das energias limpas e da eficiência energética.

"Não deve haver uma empresa que queira despediçar energia, porque custa dinheiro", afirmou o ex-governante, que pediu que sejam aproveitadas as oportunidades surgidas também no setor alimentar para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Ele também subestimou o efeito das mudanças que poderão ser aprovadas pela Casa Branca, usando como exemplo o estado da Califórnia, que mantém altos padrões de eficiência dos combustíveis nos veículos e continua sendo um importante mercado de carros no país, condicionando sua produção.

Adiamento

Precisamente hoje (9), o governo americano adiou uma importante reunião prevista para esta terça-feira para determinar se os EUA devem ou não se retirar do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas assinado em 2015.

Perante um auditório no qual estavam presentes diversas personalidades políticas italianas, entre elas o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, Obama sustentou que a mudança climática foi uma de suas prioridades, consciente de que de algum modo todos os países sofrerão seu impacto.

Ele explicou que o pacto climático criou uma arquitetura para que cada país possa reduzir progressivamente suas emissões de gases do efeito estufa e, nesse sentido, "é importante que os EUA, a China e a Europa como grandes contribuintes (ao aquecimento global) tracem o caminho".

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