Opositor venezuelano Leopoldo López anuncia gravidez da esposa

Publicado em 01/08/2017 - 18:03 Por Da Agência EFE - Caracas

Brasília - A ativista de direitos humanos venezuelana Lilian Tintori é recebida pelo presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil)

Lilian Tintori esteve em Brasília, onde foi recebida pelo presidente Michel TemerValter Campanato/Agência Brasil

O líder opositor venezuelano Leopoldo López, reconduzido à prisão militar de Ramo Verde, próximo a Caracas, na madrugada desta terça-feira (1º), anunciou que recebeu uma das melhores notícias de seus anos de reclusão: a terceira gravidez de sua esposa, Lilian Tintori. O Tribunal Supremo da Venezuela afirmou que o motivo para a recondução de López ao presídio se deveu ao fato que ele “planejava fugir do país”. A informação é da EFE.

"Vale a pena lutar pela Venezuela. Não desistam de nossa luta, não se rendam nunca. Não nos cansaremos de querer uma Venezuela melhor", disse López em um vídeo ao lado de Tintori. O vídeo, divulgado hoje, foi gravado no dia 17 de julho, quando o opositor estava em prisão domiciliar.

Na gravação, López diz que se o vídeo fosse divulgado é porque ele foi tirado de sua casa e levado de volta à prisão. A mensagem foi registrada ao lado da esposa porque os dois estão juntos na luta e sabem dos riscos que correm como uma família.

“Novas razões”

 

Agitando uma bandeira da Venezuela, López disse que não vai desistir da sua luta

López disse que não vai desistir da sua lutaMiguel Gutierrez/EPA/Agência Lusa/Arquivo

Depois da nova gravidez da esposa, López disse que "há novas razões para lutar pela Venezuela e essa foi uma das melhores notícias que eu recebi nesses últimos três anos e meio (de prisão)". Ele  afirma que está disposto a avançar e a continuar dizendo aos venezuelanos o que considera como um "caminho para a democracia".

"Se a luta por uma Venezuela livre e democrática me devolver à prisão, estou disposto a assumir esse risco", afirmou. López já passou mais de três anos na mesma prisão. Seus advogados disseram que ele foi torturado em várias ocasiões.

O chavismo afirmou ontem que o líder opositor tinha faltado com a palavra ao fazer um "chamado à paz", descumprindo o acertado em uma comissão que autorizou sua prisão domiciliar. Além de López, o ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, que também estava em prisão domiciliar, também foi reconduzido à prisão.

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