EUA defendem sanções “as mais fortes possíveis” contra a Coreia do Norte

Publicado em 04/09/2017 - 13:44 Por Da Agência EFE - Nova York (EUA)

General James Mattis, secretário de Defesa dos EUA

General James Mattis, secretário de Defesa dos EUAChris Kleponis/ Pooll/EFE

Os Estados Unidos alertaram nesta segunda-feira (4), na sede das Nações Unidas, que chegou o momento de esgotar todas as vias diplomáticas com a Coreia do Norte e defenderam uma rápida imposição de sanções as mais fortes possíveis contra o regime de Kim Jong-un. A informação é da EFE.

Em uma reunião de urgência realizada pelo Conselho de Segurança da ONU para avaliar o novo teste nuclear norte-coreano, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, criticou os 24 anos de "negociações falidas" entre o órgão e Pyongyang.

"Essa crise vai além da ONU", disse Haley, que indicou que os EUA considerarão os países que façam negócios com a Coreia do Norte como órgãos que "prestam ajuda às temerárias e perigosas intenções nucleares de Pyongyang".

A atividade armamentística do regime de Kim Jong-un nas últimas semanas, na qual houve um "uso abusivo de mísseis e ameaças nucleares”, segundo Haley, mostra que o líder da Coreia do Norte está "pedindo guerra".

A embaixadora disse que os EUA não querem uma guerra, mas ressaltou que a paciência do governo Trump não é ilimitada e que os Estados Unidos defenderão seus aliados e territórios das ameaças de Kim.

"Resposta militar"

Ontem, após a confirmação de que Pyongyang tinha realizado seu sexto teste nuclear, supostamente com uma bomba de hidrogênio, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, indicou que as ações da Coreia do Norte teriam uma "grande resposta militar".

Nesse sentido, Nikki Haley indicou que a ideia de que os EUA diminuam sua atividade militar na região em troca de que a Coreia do Norte não siga com sua escalada armamentista é "insultante". Ela afirmou os que o seu país não ficará de "guarda baixa" se os coreanos tiverem uma arma nuclear e um míssil apontando para o território americano.

"Só as sanções mais fortes possíveis nos permitirão resolver esse problema através da diplomacia", reforçou ela.

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