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Premiê britânica diz que não renuncia e que tem pleno apoio do governo

  • 06/10/2017 12h58publicação
  • Londreslocalização
Da Agência EFE

Primeira-ministra Theresa May de cabeça baixa

Theresa May se enfraqueceu politicamente após convocar eleições gerais em junhoAndy Rain/EPA/EFE/Arquivo

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse nesta sexta-feira 6) que contribui para uma "liderança serena" do país e que conta com o "pleno apoio" de todo o seu governo, depois que veio à tona que 30 deputados conservadores querem que ela renuncie por entender que não tem autoridade para continuar dirigindo o partido.

"O que o país necessita é de uma liderança serena e é esta a minha contribuição, com o pleno apoio do meu gabinete", disse a líder conservadora aos meios de comunicação, nos arredores de Londres.
May acrescentou que informará aos deputados na semana que vem sobre o seu recente discurso em Florença (Itália) sobre o "Brexit" e que informará seus planos para controlar os preços da energia.

A primeira-ministra fez essas declarações depois que Grant Shapps, ex-presidente honorário do Partido Conservador britânico, revelou que até 30 deputados conservadores querem a sua saída. Shapps declarou hoje à emissora BBC que ele mesmo lidera as tentativas para convencer May a deixar a liderança do partido.

Para ele, a primeira-ministra é uma "pessoa honrada", mas que "fez uma aposta arriscada" ao convocar eleições antecipadas em junho, e terminou perdendo a maioria parlamentar. "Tivemos um resultado que não foi o que todo o mundo queria, ou pelo menos o que ela queria e previa. Às vezes, quando as coisas acontecem, alguém tem que assumir a responsabilidade", afirmou Shapps.

Theresa May se enfraqueceu politicamente após decidir convocar inesperadamente as eleições gerais em junho, com o objetivo de conseguir aumentar sua maioria parlamentar e ter uma liderança forte para enfrentar as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

No entanto, o tiro saiu pela culatra, já que os conservadores perderam a maioria absoluta, o que obrigou May a governar em minoria e negociar um pacto com os dez deputados do Partido Democrático Unionista, da Irlanda do Norte, para contar com o seu apoio nas votações importantes.

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