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EUA abraçam teoria britânica e também culpam Rússia por ataque a ex-espião

Publicado em 13/03/2018 - 06:39

Por Da Agência EFE* Washington

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Rex Tillerson, disse, nessa segunda-feira (12), ter "plena confiança" na conclusão à qual chegou o Reino Unido sobre uma "alta probabilidade" de que a Rússia esteja por trás do ataque ao ex-espião duplo Sergei Skripal. A informação é da Agência EFE.

"Temos plena confiança na investigação do Reino Unido e na sua conclusão, de que a Rússia é provavelmente responsável pelo ataque com um agente nervoso que aconteceu na semana passada em Salisbury (Inglaterra)", disse Tillerson em comunicado.

"Da Ucrânia à Síria - e agora no Reino Unido -, a Rússia continua sendo uma força irresponsável de instabilidade no mundo, atuando com um desprezo geral à soberania de outros Estados e à vida de seus cidadãos", acrescentou.

Tillerson conversou por telefone com o secretário britânico, Boris Johnson, com quem concluiu que os responsáveis pelo crime - os que o cometeram e os que o ordenaram - devem enfrentar sérias consequências.

"Não há nunca justificativa alguma para esse tipo de ataque, a tentativa de assassinato de um cidadão em território de uma nação soberana. E nos causa indignação o fato de que a Rússia parece ter se envolvido de novo nesse tipo de comportamento", declarou Tillerson.

O pronunciamento do secretário americano foi feito depois que a Casa Branca condenou o ataque, mas evitou responsabilizar a Rússia, como fez Tillerson.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que seu governo considera "altamente provável" que a Rússia esteja por trás do envenenamento de Skripal, e advertiu que o interpretará como um ataque "direto" contra o Reino Unido se confirmar suas suspeitas.

Em duro discurso no Parlamento, a chefe do Executivo britânico garantiu que Moscou deve oferecer uma explicação alternativa "crível", ou dará como certo que o fato responde ao "uso ilegal da força por parte do Estado russo contra o Reino Unido".

As agências de segurança britânica acreditam que Skripal, de 66 anos, e sua filha, Yulia, de 33, ambos em estado crítico, foram expostos a um agente nervoso de natureza militar antes de ficarem inconscientes no último dia 4 de março.

Analistas do Exército britânico determinaram que a substância, da qual foram encontrados traços em pelo menos um restaurante e um pub de Salisbury, no sul da Inglaterra, é do tipo "Novichok", um agente químico que a Rússia fabricou no passado e que poderia ter a capacidade de continuar produzindo.

A partir dessa evidência, assim como do registro histórico de "assassinatos patrocinados pelo Estado" russo e "a visão da Rússia sobre alguns desertores como alvos legítimos de assassinatos", o governo britânico concluiu que "é altamente provável" que o Kremlin seja "responsável" pelo ataque, disse a primeira-ministra.

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