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Conselho de Segurança rejeita pedido da Rússia para condenar ataques à Síria

Publicado em 14/04/2018 - 18:05

Por Da EFE* Nova York, EUA

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em reunião de emergência do Conselho de Segurança das ONU convocada após ataques dos Estados Unidos, França e Reino Unido à Síria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em reunião de emergência do Conselho de Segurança das ONU convocada após ataques dos Estados Unidos, França e Reino Unido à SíriaJason Szenes/EFE/direitos reservados

Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou hoje (14) uma resolução apresentada pela Rússia para condenar o ataque lançado nas últimas horas contra a Síria por Estados Unidos, Reino Unido e França.

A minuta da resolução da Rússia afirmava que o ataque representa uma violação ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas e pedia às três nações que evitassem, no futuro, o uso da força contra o regime de Bashar al Assad.

O texto também expressava a "grave preocupação" pela "agressão" contra a soberania territorial da Síria e solicitava à comunidade internacional que permitisse os trabalhos de uma equipe de especialistas que chegou hoje ao país para investigar denúncias sobre o suposto uso de armas químicas, em ataques ocorridos no último dia 7 de abril.

O documento só conseguiu o apoio de três representantes do Conselho (Rússia, Bolívia e China), enquanto quatro se abstiveram (Peru, Cazaquistão, Etiópia e Guiné Equatorial).

Votaram contra os demais integrantes (EUA, Reino Unido, França, Suécia, Costa do Marfim, Kuwait, Holanda e Polônia). Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos a favor e nenhum veto pela Rússia, China, França, Reino Unido ou Estados Unidos, países com direito a veto.

A votação aconteceu na parte final de uma reunião do Conselho de Segurança convocada com urgência para analisar a situação na Síria, após o ataque das últimas horas realizado pelos EUA e seus aliados.

De acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, foram lançados 105 mísseis contra alvos supostamente relacionados à produção de armas químicas.

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