Almagro diz que acabará com impunidade do governo cubano

Publicado em 07/12/2018 - 15:52 Por Agência EFE - Washington

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, prometeu hoje (7) que acabará com a "impunidade" do governo cubano e "fará justiça" em países, como a Venezuela e a Nicarágua, onde cidadãos cubanos supostamente foram responsáveis por dirigir "torturas".

"Já passou da hora de acabar com a impunidade dos ditadores cubanos, faremos justiça, faremos justiça nos países da América Latina que sofreram esta agressão, tortura, repressão e privação de liberdades", disse Almagro na abertura de uma conferência na OEA sobre direitos humanos em Cuba.

O responsável da OEA disse ter recebido denúncias de pessoas da Nicarágua e Venezuela que garantiram terem sido torturadas na presença de cubanos.

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Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que "fará justiça" em países como a Venezuela e a Nicarágua - Arquivo/Agência Brasil

"Na Nicarágua, ouvimos depoimentos de vítimas de tortura que garantem que cubanos estavam presentes enquanto eram torturados", afirmou Almagro.

Na Venezuela, explicou o secretário-geral da OEA, há cerca de 46 mil cubanos que atuam como "uma força de ocupação que ensina a torturar, a reprimir, que faz trabalhos de inteligência, que faz trabalhos de imigração".

Em 2017, o jornal comunista cubano Juventud Rebelde informou que os 46 mil cubanos presentes na Venezuela ajudavam em 20 programas sociais, entre eles o chamado 'Barrio Adentro', que busca fortalecer o sistema de saúde pública.

Almagro, que ontem (6) anunciou que tentará a reeleição para o mandato 2020-2025, afirmou que combater "a privação de liberdades" em Cuba será uma "prioridade na agenda interamericana".

"Enquanto Cuba for uma ditadura, perseguindo, assassinando, torturando e silenciando sua gente, e ensinando outros da região a perseguir, a assassinar, a torturar e a silenciar, não poderemos ter um hemisfério completamente desprovido de más práticas que afetam a liberdade, a democracia e a paz", ressaltou Almagro.

Cuba, membro da OEA desde a sua criação em 1948, foi suspensa em 1962 após o triunfo da revolução liderada por Fidel Castro devido à sua adesão ao marxismo-leninismo no contexto da Guerra Fria entre o bloco capitalista liderado pelos EUA e o comunista dirigido pela União Soviética.

Depois de décadas de confronto, em 2009, a OEA encerrou a suspensão de Cuba, mas a ilha se negou a voltar à organização.

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