Ortega anuncia retomada do diálogo com a sociedade organizada

Publicado em 22/02/2019 - 16:06 Por Agência Brasil* - Brasília

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou hoje (22) que retomará o diálogo com a oposição e segmentos sociais contrários ao governo na próxima quarta-feira (27). Ele avisou que a comissão, constituída em 2018, para as negociações, será modificada. O anúncio foi feito por Ortega, durante ato de comemoração  dos 85 anos da morte do líder nacionalista Augusto Sandino.

"Eu diria que estamos fazendo esforços para que essa mesa [de negociações] possa ser montada para a negociação, que pode ser instalada na próxima quarta-feira”, ressaltou Ortega.

A crise política na Nicarágua se estende desde abril de 2018, quando eclodiram protestos contra o governo Ortega, acusado de autoritarismo, violência, abusos e corrupção. Alvo de críticas internacionais, o país vive um momento de dificuldades econômicas e financeiras.

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Manifestantes em frente ao Seminário de Fátima, onde o presidente da Nicarágua, empresários e estudantes se reuniram no ano passado para buscar o diálogo - Bienvenido Velasco Blanco/EFE/direitos reservados

Ortega encerrou as negociações com a sociedade civil, mediadas pela Igreja Católica, em junho do ano passado e também expulsou representantes de organizações internacionais, como da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O presidente da Nicarágua afirma com frequência que é alvo de um projeto, liderado pelos Estados Unidos, para desestabilizá-lo. Nas ruas, as manifestações ocupam as principais cidades e são contidas por agentes do Estado.

A estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, estudante do sexto ano de Medicina, morreu, atingida por um disparo de um viigilante, no caminho que ela fazia do hospital onde era residente até sua casa.

Raynéia brasileira morta assassinada Nicarágua
Raynéia Gabrielle Lima brasileira morta assassinada Nicarágua - Arquivo pessoal/Direitos reserva

Organizações não governamentais estimam que houve mortes, prisões indevidas, violações e desaparecimentos de pessoas.

*Com informações da Telesur, emissora multiestatal de televisão com sede na Venezuela.


 

Edição: Renata Giraldi

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