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Um manifestante segura um cartaz representando a executiva-chefe de Hong Kong, Carrie Lam, durante uma manifestação exigindo que os líderes de Hong Kong renunciem e retirem o projeto de extradição, em Hong Kong, China, em 16 de junho de 2019. JORGE SILVA/Direitos Reservados

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Manifestantes de Hong Kong vão continuar a lutar

O sentimento dos manifestantes é que a batalha ainda não acabou

Publicado em 17/06/2019 - 07:59

Por Philipp Bilsky* Bonn (Alemanha)

"Não à extradição para a China; não à brutalidade policial": cartaz de protestos em Hong Kong

No final, a pressão da rua foi forte demais: a chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, declarou em entrevista coletiva que o governo estava suspendendo a controversa lei da extradição, segundo ela levando em consideração as preocupações e dúvidas da população.

 Hong Kong protestos extradição
Centenas de milhares de pessoas estão indo às ruas de Hong Kong para se manifestarem contra o projeto de lei - ATHIT PERAWONGMETHA/Direitos Res

Até o anúncio, as ruas de Hong Kong haviam voltado a ficar em silêncio. O governo diz agora querer falar com grupos da sociedade civil e apresentar um plano de ação. Não há prazo mais para aprovar a lei.

A lei da extradição destinava-se a permitir que as autoridades de Hong Kong extraditassem procurados pela Justiça para, por exemplo, a China continental. E isso apesar de o poder judicial chinês não ser independente. Temia-se que a medida silenciasse os críticos de Pequim - enfraquecendo ainda mais o princípio "um país, dois sistemas".

Centenas de milhares de pessoas estão indo às ruas de Hong Kong para se manifestarem contra o projeto de lei. Na quarta-feira, manifestantes entraram em choque com a polícia, que usou spray de pimenta e balas de borracha.

A decisão do governo de Hong Kong não vai resolver esta disputa, como mostram as marchas deste domingo (16/06).

O sentimento dos manifestantes é que a batalha ainda não acabou. Eles estão exigindo um pedido de desculpas pelo que consideram ser uma repressão excessivamente dura por parte da polícia e a libertação imediata dos ativistas já presos.

Eles querem também que os confrontos de quarta-feira não sejam mais chamados de "motins" - um crime punível com até vários anos de prisão sob a lei de Hong Kong.

Acima de tudo: os críticos da lei não querem ver a sua aprovação apenas adiada, querem que a legislação seja derrubada –  por todos juntos.

Os protestos continuam. É de esperar que a atmosfera nas ruas de Hong Kong se mantenha tensa nos próximos dias.


*O jornalista Philipp Bilsky escreve para o Departamento Ásia da Deutsche Welle.

Edição: José Romildo

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