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Rosa Weber faz reunião para discutir crise em Roraima

Publicado em 09/11/2018 - 07:00

Por Agência Brasil Brasília

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, se reúne hoje (9) à tarde com a procuradora-geral de Roraima, Vanessa Freitas, e o senador Telmário Mota (PTB-RR). O encontro ocorre no momento em que o Ministério Público pede intervenção federal no sistema prisional do estado e permanece a polêmica das autoridades estaduais na tentativa de impedir o ingresso de venezuelanos na região.

Grupo de imigrantes venezuelanos percorre a pé o trecho de 215 km entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista.
Grupo de imigrantes venezuelanos percorre a pé o trecho de 215 km entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista. - Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

Oficialmente, a pauta é para tratar da Ação Civil Originária (ACO) 3121, impetrada pelo governo de Roraima que pede à União o fechamento temporário da fronteira entre o Brasil e a Venezuela, impedindo a entrada desordenada de cidadãos venezuelanos no estado.

A Presidência da República e a Advocacia-Geral da União se manifestaram, em agosto, contrariamente a qualquer medida que venha a impedir o ingresso dos venezuelanos no Brasil.

O presidente eleito Jair Bolsonaro também afirmou, em várias ocasiões, que é necessário ajudar os imigrantes que buscam melhores condições de vida no Brasil. Porém, em Roraima, autoridades estaduais insistem no fechamento da fronteira.

 Crise

Ontem (8), a procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu a intervenção federal no sistema prisional de Roraima por acreditar que o crime organizado domina o ambiente, impossibilitando a ação do estado. Ela sugere que a intervenção seja mantida até 31 de dezembro deste ano. O pedido está em processo de análise.

No ofício, encaminhado ao presidente Michel Temer,  Raquel Dodge descreve diversos problemas constatados nos presídios locais e destaca que a situação está à beira de um colapso.

 A procuradora cita ainda problemas como a interrupção do pagamento de contratos referentes à prestação de serviços prisionais e socioeducativos, falta de pagamento de pessoal e descontrole da administração das unidades, tortura, chacinas e fugas de internos. 

 

Edição: Renata Giraldi e Graça Adjuto

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