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MPSP ouve empresas responsáveis por inspeção em pontes e viadutos

Publicado em 04/04/2019 - 14:11

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ouviu, nesta quarta-feira (3), técnicos das empresas de engenharia que foram contratados emergencialmente, sem licitação, pela prefeitura de São Paulo, para inspecionar as pontes e viadutos da capital. A ação foi ajuizada no dia 12 de março deste ano.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, faz uma nova vistoria nas obras de recuperação do viaduto da pista expressa da Marginal Pinheiros
Viaduto Marginal Pinheiros cedeu cerca de 2 metros em novembro do ano passado - Arquivo/Agência Brasil

Com as oitivas, o MPSP deu início a uma investigação sobre os encaminhamentos dados pela prefeitura para garantir a segurança da população e a manutenção dos viadutos e os gastos para isso. Segundo o Ministério Público, existem incongruências nos documentos técnicos que foram apresentados pela prefeitura no processo judicial. Para a Promotoria, os documentos foram elaborados às pressas e de forma superficial.

No dia 15 de novembro do ano passado, a estrutura do viaduto da Marginal Pinheiros cedeu cerca de 2 metros. Por causa disso, o trânsito sobre o viaduto foi interrompido, e os veículos com destino à Rodovia Presidente Castello Branco foram desviados para caminhos alternativos. Após obras no local, ele foi liberado novamente no dia 16 de março. Em janeiro deste ano, houve a interdição de uma outra ponte, na área de acesso da Marginal Tietê com a Rodovia Presidente Dutra.

Quando o viaduto da Marginal Pinheiros foi reaberto ao tráfego, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que a prefeitura está contratando uma empresa para fazer laudos dos viadutos e pontes da cidade, respondendo ao fato de o Ministério Público ter entrado na Justiça solicitando que a prefeitura restrinja o tráfego em todos os viadutos e pontes da cidade em grave situação de risco.  

“Iniciamos o processo de contratação dos laudos estruturantes. A prefeitura se orienta a partir desses laudos. Desde 2017, verificamos que as fiscalizações visuais são insuficientes, são incompletas”, afirmouo prefeito. 

Covas disse que pediu ao Tribunal de Contas autorização para fazer a contratação emergencial dos laudos. "E o tribunal autorizou, desde que houvesse justificativa. Tínhamos, inicialmente, 33 pontes e viadutos que haviam sido elencados para iniciar o processo de contratação desde 2017. Desses 33, já temos os laudos contratados de 16. Os laudos dos demais estão sendo contratados.”

Edição: Nádia Franco

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