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Dilma defende política do salário mínimo e critica propostas do PSDB

Publicado em 09/10/2014 - 13:26

Por Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil Brasília

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A candidata do PT à reeleição, presidenta Dilma Rousseff, defendeu hoje (9) os atuais programas sociais e a política de valorização do salário mínimo. Sobre o último tema, ela citou o coordenador da área econômica da campanha do candidato Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, a quem atribuiu conceito de que para resolver outros problemas da economia é preciso reduzir o salário mínimo.

“Eles implicam com salário mínimo. Implicar com o salário mínimo é a maior característica desse senhor [Armínio Fraga] que foi presidente do Banco Central durante o [governo de] Fernando Henrique e que agora é aquele que aparece como sendo o eventual futuro ministro da Fazenda, que não vai ser. Ele acha que para resolver os problemas, eles têm que diminuir o salário mínimo. Isso é um escândalo. É a típica proposta que fez com que esse país quebrasse três vezes”, disse em discurso durante ato político em Salvador.

Na campanha durante o primeiro turno, o candidato Aécio Neves disse que continuará com a política de reajuste real do salário mínimo em seu governo, caso seja eleito, e fará o reajuste da tabela do Imposto de Renda conforme a inflação e a correção da defasagem acumulada nos últimos anos.

Ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do governador eleito, Rui Costa (PT), e de outras lideranças do estado, Dilma disse que os governos do partido adversário nunca tiveram políticas para o desenvolvimento da Região Nordeste. “Eles nunca tiveram um projeto para essa região. Nunca olharam para ela, deixaram anos e anos a fio sem investimento em infraestrutura, sempre usaram e abusaram da indústria da seca e não tentaram resolver o problema de fundo, que era garantir água, não de emergência, mas fazer com que o Nordeste convivesse com a seca, como nós estamos fazendo”.

A candidata também criticou declarações de lideranças do PSDB que associaram os votos no primeiro turno a candidatos do PT, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, a eleitores “pobres e menos informados”. “Quando querem atribuir a minha votação e o primeiro lugar que obtive, falam: 'Ah, votaram nesse projeto porque as pessoas que votaram não são qualificadas, são desinformadas, não sabem o que estão fazendo'. Não só agradeço, mas respeito extremamente essas pessoas, esses cidadãos que votaram em mim”.

A candidata disse que, no próximo dia 26 de outubro, estarão em confronto dois projetos distintos para o país e que o do PT “diz que o Brasil tem que ser governado para todos os brasileiros, olhando com prioridade, com cuidado, para aqueles que mais precisam”. Dilma criticou o adversário por apontar ter sido o criador das ideias em que se baseiam atuais programas sociais, como o Bolsa Família. “A pergunta que não quer calar e que todos fazemos: por que eles não fizeram isso antes quando puderam? O que explica que nunca fizeram um programa como o Minha Casa, Minha Vida? Ousam dizer que fizeram o Bolsa Família. O Bolsa Família deles era para muito poucos, o nosso é para mais de 50 milhões de pessoas”.

Depois do ato político, Dilma seguiu para o Largo de Roma, para visitar um monumento em homenagem à Irmã Dulce e, em seguida, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, tradicional ponto turístico da capital baiana. A candidata do PT começou a campanha do segundo turno pelo Nordeste. Antes de Salvador, Dilma esteve em Teresina e João Pessoa e hoje ainda terá compromissos de campanha em Aracaju, onde participará de carreata e encontro com lideranças políticas estaduais. No primeiro turno, a candidata obteve mais de 59% dos votos dos eleitores nordestinos.

 

* Texto atualizado às 15h59 para acréscimo de informações. Texto alterado às 20h40 para ajuste de informação no primeiro parágrafo.

Edição: Carolina Pimentel

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