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Vaccari pede afastamento e PT avalia prisão como desnecessária

  • 15/04/2015 18h20publicação
  • Brasílialocalização
Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil*

A direção do PT considerou desnecessária a prisão do secretário de Finanças do partido, João Vaccari Neto, na manhã de hoje (15). Em nota assinada pelo presidente da legenda, Rui Falcão, o partido reafirmou confiança na inocência de Vaccari. “[Isso] não só pela sua conduta à frente da Secretaria Nacional de Finanças e Planejamento, mas também porque, sob a égide do Estado Democrático de Direito, prevalece o princípio fundamental de que todos são inocentes até prova em contrário.”

Na nota, o PT informou que os advogados de Vaccari estão apresentando um pedido de habeas corpus para que ele seja solto no menor prazo possível. Em outro trecho, o partido expressou solidariedade a Vaccari e sua família, reafirmando a confiança de que a verdade prevalecerá no final. O PT informou também que Vaccari pediu afastamento do cargo de tesoureiro do partido.

“A detenção de João Vaccari Neto é injustificada, visto que, desde o início das investigações, ele sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento que lhe fosse solicitado. Convocado, prestou depoimento na Delegacia da Polícia Federal de São Paulo, em 5 de fevereiro deste ano. Além disso, na CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Petrobras, respondeu a todas as questões formuladas pelos parlamentares.”

No documento, o PT esclareceu que o pedido de afastamento da Tesouraria do partido foi do próprio Vaccari. “Informamos que, por questões de ordem práticas e legais, João Vaccari Neto solicitou seu afastamento da Secretaria de Finanças e Planejamento do PT.”

João Vaccari foi preso na manhã de hoje, durante a 12ª etapa da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Ele é investigado por suspeita de receber propina em esquema de corrupção na Petrobras. Ele nega as acusações. O mandado em nome do tesoureiro do PT é para prisão preventiva. Vaccari foi detido em sua residência em São Paulo.

*Colaborou Camila Boehm

Edição: Armando Cardoso