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Alckmin: manifestações podem ocorrer, desde que em locais e horários diferentes

  • 08/03/2016 19h54publicação
  • Brasílialocalização
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

As manifestações em defesa de posições políticas divergentes, previstas para o próximo domingo (13) na capital paulista, podem ocorrer, desde que em locais e em horários diferentes, disse hoje (8) o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Segundo Alckmin, a Constituição garante a liberdade de manifestação, mas é preciso evitar confrontos entre os dois lados e garantir a segurança dos participantes.

“Quem quiser fazer manifestações a favor do governo, contra o impeachment, a favor de quem quiser, tem total liberdade. Isso é previsto na Constituição. O que nós vamos trabalhar é para que não ocorram no mesmo horário e no mesmo local, para garantir a segurança de todos os manifestantes”, afirmou Alckmin ao sair de reunião com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

De acordo com o governador, as informações de que atos programados pelo PT seriam proibidos por seu governo estão equivocadas. Alckmin destacou, no entanto, que poderá usar a polícia, se necessário, para evitar que duas manifestações contrárias ocorram na Avenida Paulista. “No domingo, dia 13, devemos fazer um grande trabalho para evitar que haja manifestações contrárias no mesmo local e no mesmo horário. A polícia está preparada”, afirmou.

No domingo, estão previstas manifestações contra o governo. Em São Paulo, a mobilização está prevista para começar à tarde. Oficialmente, o PT confirma manifestações na capital paulista apenas para sábado (12). Em outras capitais, no entanto, sindicatos e movimentos sociais estão convocando mobilizações para o dia 13.

Alckmin negou que a oposição esteja apostando na crise para atrasar a recuperação da economia. “Quem fez a denúncia e assinou o acordo de delação premiada não foi ninguém da oposição, mas o ex-líder do governo no Senado”, declarou Alckmin, referindo-se ao acordo de delação premiada assinado pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS).

Edição: Nádia Franco