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Aragão disse que não se ofende com declarações de Lula

  • 17/03/2016 12h16publicação
  • Brasílialocalização
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse hoje (17) que não se sentiu ofendido sobre a fala do ministro Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que ele “deveria cumprir papel de homem” no comando do Ministério da Justiça. “Sinceramente, isso daí não me incomoda em nada”, disse Aragão.

A conversa de Lula com o ex-ministro dos Direitos Humanos e diretor do Instituto Lula, Paulo Vannuchi, foi interceptada pela Operação Lava Jato e divulgada ontem (16) pela Polícia Federal (PF).

“O problema é o seguinte, Paulinho, nós temos que comprar essa briga, eu sei que é difícil, sabe?! Eu, às vezes, fico pensando até que o Aragão deveria cumprir um papel de homem naquela p..., porque o Aragão parece nosso amigo, parece, parece, mas tá sempre dizendo olha..., sabe?!”, disse Lula durante a conversa sobre a postura ponderada que o novo ministro pode adotar sobre a operação da PF.

Posse

Aragão tomou posse hoje em cerimônia no Palácio do Planalto. Ele assume o cargo em substituição a Wellington César Lima e Silva, que pediu exoneração na última terça-feira (15). A transmissão do cargo acontece esta tarde no Ministério da Justiça.

A presidenta Dilma Rousseff pediu especial atenção ao novo ministro na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano, entre outros assuntos pertinentes à pasta. “O senhor encontrará sua mesa de trabalho carregada de grande desafios”, disse.

Diante desse momento político conturbado, Dilma reforçou as qualidades de Aragão para assumir a Justiça. “Eugênio Aragão reforçará com seu perfil características fundamentais de atuação desse ministério, imparcialidade, firmeza e serenidade”, afirmou.

O novo ministro Eugênio tem 56 anos e é subprocurador-geral da República desde 2004. Ele entrou no Ministério Público Federal em 1987 e coordenou áreas como Direitos das Populações Indígenas, Defesa do Patrimônio Público e já foi dirigente da Associação Nacional dos Procuradores da República.

Aragão também é professor adjunto da Faculdade de Direito da UnB, onde ingressou em 1997 por concurso público.

Edição: Maria Claudia