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Defesa critica pedido de prisão preventiva de Vaccari

  • 11/03/2016 20h10publicação
  • Brasílialocalização
Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto depõe na CPI dos Fundos de Pensão (José Cruz/Agência Brasil)

Defesa  de  João  Vaccari  Neto vai pedir que  o novo processo  contra  o  ex-presidente  da Bancoop à  5ª Vara Criminal de São Paulo Arquivo/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto criticou hoje (11) a denúncia apresentada contra ele por integrantes do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

Ontem (10) o MP-SP pediu também a prisão preventiva de Vaccari, ex-tesoureiro do PT. Em nota, a defesa de Vaccari considerou “absurda” a denúncia e “inoportuno e descabido” o pedido de prisão preventiva.

A nota diz que os fatos que constam da nova denúncia já estão sendo apurados em outro processo, em tramitação na 5ª Vara Criminal de São Paulo, o que reforça a impropriedade dessa denúncia. No processo anterior, acrescentam a defesa, "jamais" o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Vaccari, "pois sempre apresentou-se desnecessária tal medida, essa situação continua inalterada até hoje.”

De acordo com a defesa, Vaccari presidiu a Bancoop até 2010, e a questão relativa ao apartamento tríplex do Condomínio Solaris, em Guarujá, no litoral paulista, é posterior à data em que ele deixou a presidência da cooperativa.  A defesa diz ainda que a decisão para que a empreiteira OAS assumisse alguns empreendimentos da Bancoop foi tomada, em assembleia dos cooperados. “Sem nenhuma decisão ou intervenção do Sr. Vaccari”, destaca a nota.

O advogado de defesa de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, que assina a nota, informa que vai requerer a remessa do novo processo à 5ª Vara Criminal de São Paulo. O advogado diz ainda que nada justifica a denúncia contra Vaccari, nem o pedido de prisão preventiva dele e que, por isso, "a defesa reagirá por todos os meios legais previstos em nossa legislação”.

Edição: Nádia Franco