Manifestação em apoio à prisão de Cabral movimenta sede da PF no centro do Rio

Publicado em 17/11/2016 - 16:08 Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro -Índios e bombeiros comemoram prisão de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio em frente à sede da Polícia Federal (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A prisão do ex-governador Sérgio Cabral movimentou a sede da Superintendência da Polícia Federal, no centro do Rio de JaneiroTânia Rêgo/Agência Brasil

A prisão do ex-governador Sérgio Cabral movimentou a sede da Superintendência da Polícia Federal, no centro do Rio de Janeiro, na manhã e tarde desta quinta-feira (17). Curiosos, manifestantes e jornalistas acompanharam o trânsito de veículos na porta do prédio ao longo do dia.

Bombeiros foram hoje à frente do prédio da PF com camisas vermelhas e chegaram a soltar rojões. Em 2011, no segundo mandato de Cabral, a categoria fez greve por melhores condições de trabalho. Outros servidores estaduais também compareceram na porta da superintendência e transeuntes pararam para fazer fotos da movimentação e de jornalistas. Manifestantes a favor da Lava Jato distribuíram panfletos de apoio à operação.

Aldeia Maracanã

Com pinturas faciais e nos braços, dois manifestantes comemoraram a prisão de Cabral e se identificaram como indígenas da ocupação Aldeia Maracanã, removida do antigo prédio do Museu do Índio em 2013, durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2014.

"Fomos uns dos afetados pelas políticas do estado. Desde 2013, estamos esperando o Centro de Referência dos Povos Indígenas", disse Micael Bare-Mawe, de 42 anos, que cantou e dançou na porta da superintendência, gritando palavras de ordem contra o ex-governador. Bare-Mawe soube da prisão do ex-governador pela televisão e, depois de uma aula na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, se deslocou para a PF.

Cabral foi preso na manhã de hoje sob suspeita de chefiar uma quadrilha que cobrava propinas de construtoras para favorecê-las em licitações de obras no estado do Rio. A ação foi deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato nos estados do Rio de Janeiro e do Paraná e prendeu mais sete pessoas.

 

Edição: Amanda Cieglinski

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