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Picciani será operado na terça-feira para retirada de tumor na bexiga

Publicado em 06/04/2017 - 18:47

Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), vai se submeter a uma cirurgia na terça-feira (11) de manhã, para retirada de um tumor na bexiga. De acordo com a Comunicação Social da Alerj, o oncologista Luiz Carlos Villas Boas informou que o procedimento deverá ser relativamente simples, por meio de videolaparoscopia, com duração média de quatro horas.

Rio de Janeiro - Na Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB) nega participação em esquema investigado pela PF (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Jorge Picciani se licenciará da presidência da Alerj

na  terça-feiraFernando  Frazão/Arquivo/Agência  Brasil

A videolaparoscopia é um procedimento de endoscopia no qual se visualiza a cavidade abdominal por meio de uma videocâmara em que é possível também fazer a intervenção cirúrgica.

Ainda conforme a nota, o tempo de recuperação e período de licença de Picciani da presidência da Alerj só serão definidos posteriormente à biópsia, que será feita após a cirurgia.

A comunicação informou que a licença de Picciani começará na própria terça-feira, quando o cargo passará a ser ocupado pelo 2º vice-presidente, André Ceciliano (PT), porque o 1º vice-presidente, Wagner Montes (PRB), está de licença. O presidente da Alerj é o terceiro na linha sucessória para assumir o governo do estado do Rio.

O anúncio de que o parlamentar tinha um tumor de cerca de 15 milímetros na bexiga foi feito terça-feira passada (4). Naquele dia uma nota da Subdiretoria de Comunicação Social da Alerj informou que o tumor está localizado no mesmo órgão em que o parlamentar teve um câncer no fim de 2010.

Picciani preside a Assembleia Legislativa desde fevereiro de 2015. Anteriormente, ocupou o mesmo cargo em quatro mandatos consecutivos entre 2003 e 2010. No dia 29, após ser alvo de um mandado de condução coercitiva, ele prestou depoimento na Polícia Federal dentro da Operação Quinto do Ouro, que descobriu um esquema de propinas pago a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e levou à prisão de cinco dos sete conselheiros do tribunal.

No dia seguinte ao depoimento, em discurso na Alerj, Picciani negou qualquer participação no esquema investigado pela Operação Quinto do Ouro.

 

Edição: Fábio Massalli

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