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Governo estuda mudanças no Reintegra, diz Temer

  • 22/08/2017 20h07publicação
  • Brasílialocalização
Ivan Richard Esposito - Repórter da Agência Brasil
Brasília - Presidente Michel Temer durante abertura do 28 Congresso Aço Brasil, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (Valter Campanato/Agência Brasil)

Presidente Michel Temer durante abertura do 28º Congresso Aço BrasilValter Campanato/Agência Brasil

Em discurso para empresários do setor da siderurgia, o presidente Michel Temer afirmou hoje (22) que o governo estuda modificações no programa Reintegra, que permite a restituição a exportadores de parte dos tributos pagos antecipadamente. Segundo Temer, a medida tem como objetivo estimular o setor, afetado pelo excesso de demanda, principalmente em virtude da grande produção chinesa.

“Diante do desafio do momento atual, quero assegurar a cada um dos senhores e das senhoras que somos sensíveis a esses desafios e me refiro aqui à questão do Reintegra”, discursou Temer.

Atualmente, a alíquota do programa está em 2%. “As dificuldades atuais são muitas, e a primeira ideia era eliminar os 2%, e a ideia que permaneceu foi de manter nos 2%. Mas, ainda agora, conversando com os dirigentes do setor do aço, estamos ajustando uma conversa de todos com a área econômica do governo para verificar ainda se é possível uma modificação em face de tudo aqui que foi dito”, acrescentou o presidente durante a abertura do 28º Congresso Aço Brasil, em Brasília.

Temer, que viaja à China em setembro, disse que pretende conversar sobre o tema com o governo chinês. “Vou à China e carregarei na minha bagagem e nas minhas fichas a manifestação e preocupação que ouvi aqui. Evidentemente levarei essa preocupação porque a ação internacional da China, que é um parceiro comercial importante, não pode, naturalmente, nos prejudicar.”

Reforma da Previdência

Em seu discurso, o presidente elencou diversas medidas adotadas pelo seu governo para melhorar o ambiente econômico do país, como a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos Públicos e as reformas trabalhistas e da educação, que estão, segundo ele, “colocando país nos trilhos”. Temer ressaltou a importância de se aprovar também a reforma da Previdência.

O presidente pediu o engajamento dos empresários na defesa da reforma. “Vamos continuar com as reformas, com a reforma tributária, e não abandonaremos a reforma da Previdência Social. Aqui eu peço o engajamento dos senhores e das senhoras.”

De acordo com Temer, se a reforma não for aprovada, em pouco tempo o país “só terá dinheiro para pagar pensões e servidores públicos”. “É precisos o engajamento de todos nessa tarefa porque temos que realizá-la neste semestre. Quando peço engajamento, basta que na sua casa fale sobre isso, na reunião com amigos fale sobre isso, se escrever um artigo, fale sobre isso, se der uma entrevista, fale sobre isso. É importante para o Brasil.”

Edição: Juliana Andrade