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Deputado mato-grossense nega acusações e se diz à disposição da Justiça

  • 14/09/2017 14h47publicação
  • Brasílialocalização
Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado Ezequiel Fonseca, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em nota, Ezequiel diz que recebeu com tranquilidade a revista em seu gabinete e se dispôs a colaborar com  a  Justiça    Marcelo  Camargo/Agência  Brasil

O deputado Ezequiel Fonseca (PP-MT) disse hoje (13) que recebeu com tranquilidade o mandado de busca e apreensão em seu gabinete, expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

O mandado foi cumprido nesta manhã por agentes da Polícia Federal, que revistaram o gabinete de Fonseca na Câmara dos Deputados.

Em nota, Fonseca contesta a afirmação de que teria cobrado qualquer quantia ou recebido dinheiro em troca da defesa do governo de Mato Grosso em sua atuação parlamentar como deputado estadual. Ele disse ainda que respeita a Justiça e que está à disposição para colaborar com a investigação.

"Afirmo que nunca solicitei qualquer quantia ilícita de quem quer que seja em troca da minha atuação no Parlamento, tampouco me foi entregue dinheiro para esse fim", diz Ezequiel no comunicado.

O nome do deputado é um dos citados pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa, que fechou acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em depoimento divulgado no fim de agosto, Silval prestou informações sobre o funcionamento de um suposto esquema de corrupção no estado entre 2004 e 2014, pelo qual políticos cobravam propina em obras do governo.

Os deputados estaduais que recebiam o dinheiro também dificultavam a investigação de altos membros do governo por comissões parlamentares de inquérito (CPIs). O pagamento aos parlamentares, entre eles Fonseca, foi registrado em vídeo entregue pelo ex-governador.

Edição: Nádia Franco