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Presidente da CCJ afirma que não tem plano B para relatoria de denúncia

  • 03/10/2017 15h56publicação
  • Brasílialocalização
Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Rodrigo Pacheco anunciou o deputado Bonifácio de Andrada como relator da nova denúncia contra o presidente Temer (Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Rodrigo Pacheco, afirma que não tem a intenção de trocar o relator, função designada a Bonifácio de AndradaArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), disse hoje (3) que não tem plano B sobre a relatoria da denúncia contra o presidente Michel Temer e dois ministros de seu governo.

Na última semana, Pacheco designou o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) para assumir a missão de elaborar um parecer sobre o processo que traz as acusações de obstrução da Justiça e organização criminosa imputadas contra Temer, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco ( Secretaria Geral).

A escolha, no entanto, vem enfrentando resistências na bancada do PSDB, que reúne um número significativo de deputados que pretendem votar pela autorização da denúncia e se opõem a Andrada. O relator votou pelo arquivamento da primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva e já sinalizou que pode seguir essa tendência na segunda acusação. A bancada tucana se reúne na tarde de hoje (3) para tratar do assunto.

Pacheco reafirmou nesta terça que não pretende trocar o relator.  Questionado se teria um nome alternativo de relator caso o PSDB tire Bonifácio da comissão, Pacheco se limitou a dizer que "não tem outro nome e não há plano B".

O deputado considerou lamentável o movimento de parte da base governista de trocar membros da comissão a fim de aumentar o número de votos favoráveis aos acusados. Pacheco explicou que, apesar de ser contra, não há como impedir a manobra, pois os lideres das bancadas têm a prerrogativa de alterar seus representantes nas comissões.

Edição: Lidia Neves