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Em debate, Witzel e Paes falam sobre segurança e saneamento básico

Os candidatos protagonizaram também momentos de embates

Publicado em 11/10/2018 - 17:34

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Os dois candidatos que disputam o segundo turno ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), participaram hoje (11) de um debate no auditório da Casa Firjan, em Botafogo, na zona sul da capital fluminense. Foi o primeiro evento desse tipo nesta etapa da disputa eleitoral.

Sobre segurança pública, Witzel afirmou que é preciso garantir proteção jurídica aos agentes e empoderar as polícias, garantindo a integração entre as forças Civil e Militar, e reforçou que, se eleito, vai acabar com a Secretaria de Estado de Segurança, para “evitar interferências políticas”. “Vamos trazer o sistema de monitoramento de câmeras para dar mais agilidade ao policiamento nas vias de acesso à cidade”, disse.

Já Eduardo Paes disse que a política de segurança deve ser inteligente para evitar a morte de inocentes, “ao invés de entrar nas comunidades dando tiro”. Ele também destacou que o policial precisa ter “respaldo do estado para agir com contundência” sem sofrer ameaças ou constrangimentos, tendo a figura do governador como garantidor da lei. “As Forças Armadas estão aqui. Eu assumo o comando da segurança, mas vou pedir ao próximo presidente que coloque as Forças Armadas à nossa disposição”, disse Paes.

 

Wilson Witzel e Eduardo Paes
Wilson Witzel e Eduardo Paes vão disputar 2º turno para governo do Rio de Janeiro - Redes sociais e Agência Brasil

Saneamento básico

Perguntados sobre os problemas de saneamento básico, ambos descartaram privatização da Companhia de Águas e Esgoto (Cedae). Witzel disse que a empresa precisa ser reestruturada e Paes que investiria em parcerias público-privada para aumentar a coleta e tratamento de esgoto no estado. 

Sobre transparência na administração estadual, Witzel disse que criará uma Controladoria-Geral do estado, com pessoal técnico e citou o nome do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy “para trazer credibilidade para o estado e atrair investimentos”. Já Eduardo Paes prometeu ter uma secretaria de integridade pública, que teria a frente alguém que tenha integrado a Operação Lava Jato.

Ambos disseram que pretendem acabar com a vistoria anual do Detran, procedimento obrigatório para veículos com mais de cinco anos para receber o licenciamento anual. Também prometeram investir em turismo e em pesquisa nas universidades estaduais.

Mobilidade

Em relação à mobilidade, Paes disse que pretende reformar o sistema de trem para transformar em metrô, além de licitar as linhas de ônibus e investir em BRT.

Witzel disse que vai investir no metrô de superfície e em linhas para Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana, além de trem turístico para região serrana e Costa Verde. 

Troca de farpas

O encontro foi marcado por troca de farpas entre os candidatos. Nesta semana, o ex-juiz federal Wilson Witzel disse que poderia dar ordem de prisão para Eduardo Paes caso ele falasse alguma mentira ou ofendesse a sua honra. No debate de hoje, Paes disse que não é autoritário e nem frouxo, e que participa dos encontros para discutir propostas para o estado. 

Witzel criticou as parcerias público-privadas firmadas por Paes quando era prefeito do Rio de Janeiro, e Paes acusou o adversário de receber auxílio-moradia quando era juiz, mesmo tendo imóvel próprio.

Edição: Carolina Pimentel

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