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Caminhada na zona sul do Rio pede conscientização sobre autismo

Publicado em 07/04/2019 - 13:12

Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Pessoas com autismo e seus parentes. além de profissionais de saúde e representantes de órgãos públicos paraticiparam neste domingo (7) de uma caminhada na orla do Leblon, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, para conscientizar a população sobre os transtornos do espectro autista.

A 9ª Caminhada pela Conscientização do Autismo foi organizada pelas associações Mundo Azul e Caminho Azul.

Segundo Denise Aragão, uma das coordenadoras da Mundo Azul, que reúne pais de crianças e jovens com autismo, nos nove anos em que a caminhada vem sendo realizada, houve uma redução do desconhecimento da população sobre esse tipo de transtorno.

Apesar disso, Denise diz que ainda é necessário melhorar a inclusão dessas pessoas na sociedade. “A conscientização passa pela inclusão. A inclusão escolar, a inclusão no mercado de trabalho, a inclusão social e políticas públicas para garantir os direitos das pessoas com autismo. Essa pessoa merece ser vista como um cidadão, merece respeito, merece amor”, afirma Denise, que é mãe de um jovem autista de 15 anos.

Órgãos públicos também participaram da caminhada para o oferecimento de serviços. Foi o caso do Ministério Público do Rio de Janeiro, que esteve presente com sua ouvidoria itinerante e pôde coletar denúncias, reclamações e sugestões em diversas de suas áreas de atuação.

O transtorno

O autismo caracteriza-se por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação, manifestando-se comumente antes dos 3 anos de idade.

Para os médicos, apesar de o autismo não ter cura, o diagnóstico precoce é importante para que seja adotado o tratamento adequado.

De acordo com o pediatra e neurologista infantil Clay Brites, existe muita desinformação em torno do transtorno do espectro autista, que atinge 1% das crianças no mundo e leva a prejuízos na percepção e na capacidade de interação social adequada. Isso faz com que a criança com autismo perca boa parte da capacidade de interagir socialmente de forma construtiva, coerente, com reciprocidade, atenção concentrada e compartilhada.pediatra e neurologista infantil.

Edição: Nádia Franco

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