CNI defende criação de metas para enfrentar gargalos da indústria até 2018

Publicado em 06/11/2014 - 12:59 Por Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil - Brasília

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende o estabelecimento de metas para melhorar os gargalos do setor até 2018. Conforme representantes da entidade, o sistema tributário, as relações de trabalho, infraestrutura e qualidade na educação estão entre os pontos que devem ter acompanhamento sistemático. As demandas estão na Carta da Indústria, documento divulgado hoje (6) para marcar o encerramento do 9° Encontro Nacional da Indústria, iniciado ontem (5), em Brasília. 

O comunicado ressalta que a indústria brasileira tem “pressa” para solucionar seu problema de competitividade. Destaca que a participação de 25% do setor no Produto Interno Bruto (PIB)), soma dos bens e riquezas de um país, caiu dez pontos percentuais desde os anos 1990. Segundo o diretor de Política Estratégica da CNI, José Augusto Fernandes, a retração não é “natural”.

“Isto não é um processo plenamente natural. O foco é a competitividade. Os custos crescem acima da produtividade. Insistimos na tese de que o presidente República eleito terá de enfrentar esses problemas. Eles exigem coordenação de várias áreas do governo. A presidenta precisa empoderar alguém com a missão de coordenar a agenda e o que será alcançado até 2018”, enfatizou.

Durante a campanha para as eleições de 2014, a CNI entregou aos então candidatos Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) estudo com 42 propostas para melhorar a competitividade do setor. De acordo com José Augusto Fernandes, a Carta da Indústria delimita as mais urgentes. Acrescentou que as reformas na infraestrutura são as que mais têm potencial para avançar no médio prazo.

“[É preciso] dar continuidade à agenda de infraestrutura. Aqui é onde podemos colher frutos mais rapidamente. Fizemos muitas mudanças nos marcos regulatórios. Estudos da CNI mostram que determinados eixos logísticos da região Norte podem diminuir em 20% os custos do frete para China", concluiu. 

Edição: Armando Cardoso

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