Empresas estão otimistas com o PAC e Minha Casa, Minha Vida

Publicado em 16/01/2015 - 17:46 Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

A pesquisa Quesitos Especiais da Sondagem da Construção, divulgada hoje (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que uma parte das empresas que operam com os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida está otimista com o volume de negócios para os próximos 12 meses.

Feita em dezembro do ano passado, a pesquisa ouviu 698 empresários do setor da construção. “É uma pesquisa importante para avaliar esses programas”, disse o  economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Itaiguara  Bezerra. De acordo com o levantamento, 43,1% das empresas estão influenciadas de alguma maneira pelo PAC. Dessas, 63% estimam que seu volume de obras aumentará nos próximos 12 meses, em comparação com igual período anterior e 37% acreditam que permanecerá estável.

Do total de empresas que operam no PAC, 26,1% preveem aumento do pessoal empregado nos próximos três meses. Para 71,7%, o quadro ficará estável e, para 2,2%, diminuirá. As empresas que pretendem ampliar os negócios, acreditam que a situação será positiva. O saldo foi 63 pontos percentuais (de respostas positivas). "E, para as empresas que informaram que vão aumentar o volume de emprego, o saldo foi 23,9 pontos percentuais positivo. Estão mais propensas a aumentar o seu contingente de mão de obra”, disse Bezerra.

No Minha Casa, Minha Vida, do total de 29% de empresas envolvidas, 51,2% esperam melhoria do volume de obras ao longo do ano, 46,5% apostam que os negócios ficarão estáveis e apenas 2,3% temem que a situação piore. Quanto ao total de pessoal empregado pela empresa nos próximos três meses, a expectativa é de aumento para 18,6% dos empresários e estabilidade para 81,4%. O saldo de respostas positivas foi 18,6 pontos percentuais.

Para Bezerra, as recentes denúncias de corrupção envolvendo empreiteiras do setor da construção podem afetar o volume de negócios envolvidos nos dois programas governamentais. Ele informou, porém, que a FGV pretende fazer nova pesquisa, provavelmente daqui a seis meses, para avaliar o grau desse impacto ou comprovar se foi confirmada a expectativa positiva registrada na sondagem atual.

A pesquisa revela também que o maior percentual de empresas otimistas que têm obras no âmbito do PAC é encontrado no segmento de obras viárias, onde 15% projetam aumento do volume de obras este ano. Em contrapartida, o segmento de instalações de sistemas de ar condicionado e instalações hidráulicas não tem perspectiva de melhora do volume de obras nos próximos 12 meses.

No âmbito do Programa Minha Casa, MinhaVida, o segmento mais otimista em termos da evolução de obras da empresa é o de edificações (14%), com destaque para edificações residenciais, que tem 18,8%  de expectativa de expansão durante o ano, em comparação ano anterior.

Edição: Jorge Wamburg

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