Tesouro estima que Dívida Pública Federal pode chegar a R$ 2,6 trilhões em 2015

Publicado em 11/02/2015 - 11:32 Por Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Moeda, dinheiro

Tesouro Nacional estima que dívida pública federal encerre 2015 em, no máximo, R$ 2,6 trilhõesImagem de Arquivo/Agência Brasil

A Dívida Pública Federal deverá encerrar o ano em uma faixa entre R$ 2,45 trilhões e R$ 2,6 trilhões. Os números foram divulgados hoje (11) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública em 2015. A DPF terminou 2014 em R$ 2,296 trilhões, segundo relatório divulgado também nesta quarta-feira.

De acordo com o PAF, que apresenta metas para a dívida pública este ano, o governo pretende continuar melhorando a composição da DPF no decorrer do ano, ampliando a fatia de títulos prefixados – com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente – e vinculados à inflação diminuindo a parcela corrigida por taxas flutuantes como a Selic (juros básicos da economia) e pelo câmbio.

Segundo o documento, a fatia dos títulos prefixados deverá encerrar o ano entre 40% e 44% da DPF. Atualmente, a participação está em 41,6%. A parcela corrigida por índices de preços deverá ficar entre 33% e 37%. Hoje, está em 34,9%.

A parcela da DPF vinculada a taxas flutuantes deverá cair de 18,7%, registrado atualmente, para uma faixa entre 17% e 22%. Sobre a participação da dívida corrigida pelo câmbio, considerando a dívida pública externa, a meta é encerrar 2015 entre 4% e 6%. O percentual atual está em 4,8%.

Com relação ao prazo médio da DPF, o Plano Anual de Financiamento calcula que ficará entre 4,4 anos e 4,6 anos, em 2015. No fim de 2014, ficou em 4,4 anos. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses deve encerrar o ano entre 21% e 25%. Atualmente, está em 24%.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada.

Edição: Marcos Chagas

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