Blocos marítimos rendem R$ 8 bilhões em leilão da ANP

Publicado em 29/03/2018 - 12:24 Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis faz 15 Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural (Tania Rego/Agência Brasil)

 A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis faz 15ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás NaturalTania Regô/Agência Brasil

Os blocos marítimos da 15ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) somaram um bônus de assinatura de R$ 8 bilhões até o momento. Um total de 22 blocos foram arrematados entre 47 disponíveis.

A arrecadação de R$ 8,014 bilhões ficou 621,91% acima (ágio) dos 2,8 bilhões previstos nas ofertas mínimas. O investimento mínimo previsto para a exploração dos blocos é de R$ 1,222  bilhão.

Rio de Janeiro - O secretário-geral da Presidência da República, Moreira Franco, abre a 15 Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural promovida pela Agência Naciona

O secretário-geral da Presidência da República, Moreira Franco, abre o leilãoTania Regô/Agência Brasil

A Bacia de Santos teve três blocos arrematados, entre os seis que foram ofertados no setor SS-AUP1, com bônus de assinatura total de R$ 346 milhões. A área arrematada para exploração e produção soma 2.144 quilômetros quadrados e o investimento mínimo previsto é de R$ 83,7 milhões.

O consórcio ExxonMobil (64%) e QPI Brasil (36%) arrematou dois blocos e o Chevron Brasil (40%), Wintershall Holding (20%) e Repsol (40%) arrematou um. O ágio na assinatura dos contratos foi de 235,41%.

Na Bacia de Potiguar, foram ofertados os setores SPOT-AP1, SPOT-AP2, SPOT-AR1, que não recebeu propostas. A Petrobras adquiriu o direito de exploração de um dos cinco blocos do primeiro setor, e o segundo setor teve os seis blocos disponíveis arrematados. Petrobras, Wintershall Holding e Shell Brasil fizeram as ofertas e adquiriram os direitos de exploração e produção. O bônus de assinatura desta bacia totalizou R$ 5,1 milhões, no setor SPOT-AP1, e de R$ 133,7 milhões, no SPOT-AP2, com ágio de 80,98%. O investimento mínimo previsto soma mais de R$ 200 milhões.

A Bacia de Campos teve nove blocos ofertados em um único setor, o SC-AP5, e todos foram arrematados. O bônus de assinatura chegou a R$ 7,5 bilhões, com um ágio de 680,42% sobre a oferta mínima. A previsão é que os investimentos somem R$ 862 milhões.

A Petrobras participou dos consórcios que arremataram três dos nove blocos nesta bacia e grandes petrolíferas como a ExxonMobil, Statoil Brasil, Shell Brasil e Repsol e Chevron Brazil estão entre as que adquiriram direitos de exploração e produção.

Na Bacia de Ceará, dois setores tinham blocos ofertados, mas apenas o setor SCE-AP2 teve um bloco arrematado, dos sete que estavam disponíveis. A empresa contratada foi a Wintershall Holding, que apresentou a proposta sozinha e vai pagar R$ 9 milhões de bônus de assinatura. O ágio sobre a oferta mínima foi de 12,33%.

A Bacia Sergipe-Alagoas teve oferta de blocos em dois setores, SSEAL-AUP1 e SSEAL-AUP2, e dois dos sete blocos foram arrematados por empresas e consórcios, com o pagamento de mais de R$ 7 milhões em bônus de assinatura.

Matéria alterada às 14h31 para correção de informação: o número de blocos marítimos disponíveis no leilão da manhã de hoje foi 47 e não 49 como informado anteriormente.

Edição: Maria Claudia

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