Brasil registra 70 mil pessoas desaparecidas em 2024

Setenta mil pessoas desapareceram no país só no ano passado. Simplesmente sumiram. O número é 70 mil, mas o impacto é muito maior, segundo o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, porque isso afeta milhares de famílias, amigos, conhecidos, redes de apoio. São vínculos rompidos.
Muitas dessas pessoas vão parar em hospitais ou instituições de longa permanência. E aí, de um lado está a busca dos familiares. De outro, essas pessoas, que muitas vezes não conseguem se comunicar por problemas psicológicos, doenças ou por estarem desacordadas. Pensando nisso, o Ministério da Justiça lançou uma cartilha, nesta quarta-feira (26), para ajudar profissionais de saúde e assistência social a fazer essa identificação. A ideia é juntar as duas partes - famílias e desaparecidos -, como explicou a diretora do Sistema Único de Segurança Publica, Isabel Figueiredo.
A cartilha é online e pode ser consultada no site da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, que fica no site do Ministério da Justiça. E essa é a segunda etapa da mobilização. A primeira foi no ano passado, com a coleta de DNA. Aliás, segundo o Ministério da Justiça, foram coletadas mais de 1.600 amostras de DNA, o que permitiu a identificação de 35 pessoas. São vínculos que foram retomados, segundo o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo.





