Marcados para esta segunda-feira (17), os depoimentos da CPMI mista do INSS precisaram ser cancelados. O motivo: um habeas corpus e um atestado médico. Seriam ouvidos o ex-coordenador de pagamentos e benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, e o empresário Thiago Schettini.

Thiago é acusado de ser um dos elementos centrais nos desvios. Ele teria recebido dinheiro do "careca do INSS" e apresentou um habeas corpus permitindo o não comparecimento. Já Jucimar Fonseca, que teria assinado documentos permitindo o desconto por parte de uma das associações investigadas, apresentou um atestado.
A presidência da CPMI avisou que a junta médica do Senado averiguou que ele teria condições de prestar o depoimento e que a ida dele à comissão poderia ocorrer então num outro momento. Com o feriado esta semana, a reunião que ocorreria na quinta foi transferida para esta terça.
Serão ouvidos Cecília Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil, e João Camargo Júnior, sócio administrador da MKT Connection Group, duas entidades investigadas acusadas de envolvimento no esquema de desconto ilegal de aposentadorias e benefícios do INSS.
Também nesta terça-feira, reunião de outra CPMI, a do Crime Organizado. Será a primeira com depoimentos. Serão ouvidos como convidados o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. Vão trazer um diagnóstico e também falar das investigações em curso e das que levaram à operação no Rio, no último dia 28, que deixou 121 mortos. Depoimentos marcados para começar às 9 horas da manhã.
Enquanto isso, também nesta terça-feira, na Câmara, possibilidade de votação do Projeto de Lei Antifacção, o que é relatado pelo deputado Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança de São Paulo. Proposta que teve diversos relatórios apresentados na semana passada, mas que ainda assim continua recebendo críticas por parte do governo e de especialistas. Sobre o financiamento da Polícia Federal, sobre a criação de um novo tipo penal, o da facção criminosa. O texto fala, inclusive, em facções ultraviolentas e também sobre o entendimento de que o texto reduz espaço para investigações próprias do Ministério Público. Sessão marcada para esta terça-feira à tarde.