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MPF recomenda que empresas limitem cobrança da taxa seca no Amazonas

Recomendação foi motivada por cobranças abusivas em 2025
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Oussama El Ghaouri - repórter da Rádio Nacional
10/04/2026 - 20:49
Brasília
Manaus (AM), 22/11/2023, Devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, pessoas utilizam pequenas embarções para levar eletrodomésticos, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério Público Federal recomendou que órgãos e empresas de navegação limitem a cobrança da chamada “taxa seca” no Amazonas.

A medida estabelece que essa sobretaxa, para cobrir custos extras durante a baixa dos rios, só é legítima se respeitar os limites de profundidade definidos pela Antaq.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários definiu para o Rio Negro, no ciclo atual, que a cobrança só pode ser feita se o nível da água ficar igual ou abaixo de 17,7 cm.

Segundo o MPF, a cobrança pode ocorrer também mediante a comprovação de custos extraordinários previamente homologados pela Antaq.

A recomendação foi motivada por cobranças abusivas em 2025, quando empresas chegaram a cobrar US$ 5 mil por contêiner mesmo com os rios em situação estável.

O MPF agora orienta que 17 empresas suspendam taxas fora do limite e avisem a intenção de cobrança com 30 dias de antecedência, detalhando todos os custos.

Essas empresas também têm 45 dias para apresentar documentos que justifiquem cobranças feitas, sob o risco de terem que devolver o dinheiro aos usuários.

As instituições e empresas notificadas têm o prazo de 30 dias para informar se vão cumprir as orientações.

Quem descumprir pode enfrentar medidas judiciais nas áreas civil, administrativa e criminal.