logo Agência Brasil
Justice

Caso Henry Borel: PGR pede pede que Monique Medeiros retorne à prisão

Julgamento de acusada de matar o próprio filho foi adiado para 25/5
Baixar
Renato Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional
17/04/2026 - 14:01
Brasília
Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal o retorno à prisão de Monique Medeiros. Ela é acusada de matar o próprio filho, Henry Borel, em março de 2021, no Rio de Janeiro. O pedido foi feito ao ministro Gilmar Mendes nessa quarta-feira (15).

Monique foi solta em março deste ano, após o 2º Tribunal do Júri do Rio adiar o julgamento dela e de Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, acusados da morte do menino.

Durante a sessão, a defesa de Jairinho, padrasto de Henry, abandonou o plenário. A pedido da defesa de Monique, a juíza relaxou a prisão por entender que ela foi prejudicada pelo abandono dos advogados.

Julgamento adiado

O julgamento foi adiado para 25 de maio. A PGR destaca que a soltura de Monique viola decisões anteriores do Supremo para o mesmo caso, nas quais a Corte havia decidido pela continuidade da prisão.

Para a Procuradoria, como o adiamento do julgamento ocorreu por ato da defesa, essa manobra não pode beneficiar réus em um crime de tamanha gravidade.

O pai de Henry, Leniel Borel, falou sobre o pedido da PGR. Ele disse que, como pai, assistente de acusação e vítima da tragédia, sempre teve a convicção de que não era possível aceitar passivamente mais esse retrocesso.

Segundo Leniel, não se pode transformar um atraso provocado pela defesa em argumento para enfraquecer a Justiça e que o filho Henry merece respeito, e a Justiça precisa prevalecer.