Transporte aéreo doméstico ainda sofre efeitos de ciclone
Mesmo em menor escala, o transporte aéreo doméstico entre várias capitais do país continua sofrendo os efeitos do ciclone, um dos piores dos últimos anos, que atingiu São Paulo na quarta-feira (10). O caos aéreo, a partir desta quinta-feira (11), atrasou ou cancelou dezenas de voos que tinham partida, chegada ou faziam conexões na capital paulista. Foi uma reação em cadeia, que deixou terminais lotados de passageiros irritados e cansados, principalmente no Rio de Janeiro.

A Latam, a Gol e a Azul disseram que os motivos dos atrasos e cancelamentos foram alheios ao seu controle. Também orientaram os passageiros a acompanhar o status de seus voos em aplicativos ou site das companhias aéreas, antes de seguir para os aeroportos.
Para quem foi prejudicado, a recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é guardar todo e qualquer comprovante, como detalha o diretor de fiscalização do Procon de São Paulo, Marcelo Pagotti:
"Ele tem que procurar juntar, além do relato que ele vai fazer, o máximo de comprovantes que ele tenha recebido não só pelo whatsapp da empresa, ele pode printar whatsaaps ou os canais de comunicação da empresa, o comprovante de pagamento da passagem, se ele quiser também tirar fotos da tela do terminal avisando que seu vôo foi cancelado. Quanto mais materialidade ele conseguir juntar e anexar à sua reclamação, melhor será para o Procon fazer a intermediação junto à empresa"
Caso a companhia aérea não ofereça alimentação ou hospedagem, e o passageiro tenha que bancar os custos, deve guardar notas fiscais e recibos para futuro ressarcimento.
Com estes comprovantes vai registrar uma reclamação formal, nos canais de atendimento da própria companhia aérea, anotando o protocolo. E, caso a solução seja insatisfatória, registrar a ocorrência em um Procon e também na Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil.