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Internacional

Situação humanitária na Colômbia atinge nível mais grave em 10 anos

Quase mil colombianos foram atingidos por artefatos explosivos em 2025
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Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional
13/05/2026 - 15:09
São Luís
FILE PHOTO: A Colombian soldier leans on a wall while standing guard as members of a humanitarian caravan comprising senators and social organisations, meet with residents, to demand ceasefire and peace , after attacks by rebels from the leftist National Liberation Army (ELN), in the municipality of El Tarra, Colombia February 4, 2025. REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez/File Photo
© REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez/Proibida reprodução

A situação humanitária na Colômbia atingiu o nível mais grave em uma década. O motivo: a escalada da violência e do desrespeito ao Direito Internacional Humanitário.

Em 2025, 965 pessoas morreram ou ficaram feridas por artefatos explosivos na Colômbia. A maioria, civis. Um terço a mais, em relação ao ano anterior. Drones comerciais, inclusive, estão sendo modificados para lançar esses explosivos, tanto em áreas rurais quanto urbanas. 

Quase metade dos casos de vítimas por explosivos foram registradas na região de Cauca, litoral sudoeste do país. Os dados são do relatório anual do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

O número de desaparecimentos também chegou a mais de 300 no ano passado. Um detalhe que chama atenção é que um quinto dos desaparecimentos foram de menores ligados ao recrutamento por grupos armados.

Além disso, foram documentados 845 casos de supostas violações do direito internacional humanitário. O aumento não é de agora. A Cruz Vermelha alerta para a deterioração progressiva dos direitos humanos desde 2018.

Também em 2025, o deslocamento individual de pessoas dobrou, alcançando 235 mil pessoas. Dois terços dos casos de deslocamento em massa ocorreram na região de Norte de Santander, fronteira com a Venezuela.

O problema é significativo no continente, já que a Colômbia é um país populoso. São 53 milhões de pessoas, ficando atrás apenas do México e do Brasil, na América Latina.