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Segurança

PM Vinícius Costa Silva é preso suspeito de assassinar esposa

Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta no domingo
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Sarah Quines* – Repórter da Rádio Nacional
08/09/2026 - 20:12
São Paulo
Embu das Artes (SP), 07/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Larissa Cruz Morata morreu com um tiro na cabeça no banheiro da casa em que morava com o policial. Quem acionou a PM foi o companheiro da vítima, identificado por parentes como Vinícius Costa Silva. Foto: Vinícius Costa Silva/Instagram
© Vinícius Costa Silva/Instagram

Mais um caso envolvendo um policial militar suspeito de assassinar a própria esposa. Vinícius Costa Silva foi preso nessa segunda-feira (7) pela morte de Larissa da Cruz Morata. A audiência de custódia aconteceu nesta terça-feira (8), e a prisão foi mantida.

A técnica de radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta no último domingo (6), com um tiro na cabeça, na casa onde morava com o marido, o PM Vinícius Costa Silva. Ele chamou a polícia e disse às autoridades que encontrou a esposa morta ao acordar. O filho de dois anos do casal também estava na casa. 

Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo informou que o marido da vítima teve a prisão temporária decretada na tarde de segunda-feira, após a investigação apontar indícios de possível infração penal, considerando a dinâmica dos fatos e elementos identificados. O suspeito foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. 

O caso foi registrado como morte suspeita, a princípio, e as autoridades policiais aguardam os resultados de exames de resíduos nas mãos da vítima e do marido, dos balísticos feitos na arma apreendida e das análises da perícia no local. 

O pai de Larissa, Edson Morata, disse que a filha queria terminar o relacionamento com Vinícius e que havia avisado à avó que iria se separar minutos antes da morte.

"Ela conversava muito com a minha mãe. [...] A minha mãe passou para o delegado, ela ligou falando que ia se separar. O moleque dela era tudo para ela, era uma supermãe. Ele que era possessivo. Ela era formada em radiologia. Ela trabalhava certinho, ele fez ela sair do serviço e tudo. A gente falava: 'Larissa, você ganha bem, você está formada, não faz isso'. Mas ela fazia tudo o que ele queria. A gente respeitava."

Defesa

Em nota, os advogados de Vinícius Costa Silva informaram que apresentaram novos elementos à Polícia Civil, com mensagens e áudios mandados por Larissa para Thamires, irmã do suspeito, em que a vítima relataria intenso sofrimento emocional e vontade de atentar contra a própria vida. Além disso, a defesa afirmou que a irmã do acusado estava na residência no momento dos fatos e que já prestou depoimento à polícia.

Feminicídios

Nos primeiros sete meses deste ano, foram registrados 848 casos de feminicídio no país. O assassinato de uma mulher motivado pelo fato de ela ser mulher é crime hediondo no Brasil, com pena prevista de 20 a 40 anos de reclusão.

Mulheres vítimas de violência doméstica podem ligar para o número 180, que é a Central de Atendimento à Mulher, e, em casos de emergência, acionar a Polícia Militar, pelo número 190.

*Com colaboração de Dimas Soldi